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Desaparecimentos caem 6,8% no 1º semestre no Alto Tietê

ResumoO Alto Tietê registrou queda de 6,8% nos casos de desaparecimento no primeiro semestre de 2026, conforme levantamento do g1 com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A redução numérica não elimina a dor das famílias que continuam procurando por entes queridos. O levantamento aponta tendência positiva, mas não detalha causas específicas da diminuição.

Os casos de desaparecimento no Alto Tietê caíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento do g1 com dados da SSP. Apesar da queda, famílias seguem em busca.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 27 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Desaparecimentos caem 6,8% no 1º semestre no Alto Tietê

Os casos de desaparecimento no Alto Tietê caíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 396 ocorrências neste ano, contra 425 nos primeiros seis meses do ano passado. O levantamento é do g1, com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Das 10 cidades da região, quatro registraram aumento: Guararema, Itaquaquecetuba, Poá e Salesópolis. Já Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano tiveram queda.

A SSP orienta que, ao perder contato com uma pessoa, os familiares registrem imediatamente um boletim de ocorrência, em uma unidade policial ou pela Delegacia Eletrônica. Quanto mais informações, melhor: dados pessoais, características físicas, roupas usadas e qualquer referência que ajude na localização.

Apesar da queda, muitas famílias seguem em busca. Gisélia Maria da Silva, 67 anos, procura o filho Gerson da Silva Bernardo, desaparecido em 2015. Ele morava em São Miguel Paulista e ia a Itaquaquecetuba visitá-la. Foi numa dessas visitas que sumiu. "Fiz o boletim de ocorrência, fui procurar, mas não tive retorno até hoje", conta.

Mônica de Morais vive situação parecida. Busca o pai, José Maria, que desapareceu em Mogi das Cruzes em junho de 2026. Ele tem demência, o que aumenta a urgência. "A gente não sabe aonde a pessoa tá, como está, se está comendo, se está dormindo", desabafa.

O interior também é Minas, e aqui no Alto Tietê a dor não tem pressa. A queda nos números traz alívio, mas não apaga a esperança de quem ainda procura. A orientação das autoridades é clara: registrar o boletim o quanto antes faz diferença. E a fé, como diz Gisélia, segue guiando quem espera por um reencontro.

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