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Desabamento em SP deixa uma pessoa morta na zona Leste

ResumoO desabamento de um prédio em construção na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada de sábado (12), deixou ao menos uma pessoa morta e atingiu pelo menos dez pessoas, entre elas quatro crianças. A estrutura caiu sobre uma residência vizinha durante a madrugada.

Um prédio em construção desabou sobre uma residência na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12). Ao menos uma pessoa morreu e pelo menos dez foram atingidas, entre elas quatro crianças.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 13 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Desabamento em SP deixa uma pessoa morta na zona Leste

Um prédio em construção desabou sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12). Ao menos uma pessoa morreu, e a única vítima identificada até o momento é uma mulher.

Segundo a Defesa Civil, pelo menos dez pessoas foram atingidas, sendo quatro crianças. O Corpo de Bombeiros mobilizou 42 agentes, 16 viaturas, um médico e um enfermeiro. As equipes seguem na região em busca de outras possíveis vítimas, e o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) acompanha a situação.

A Defesa Civil informou que ainda não é possível afirmar que a ocorrência tem relação com as chuvas que atingem São Paulo desde o início da madrugada. Por trás do número, há famílias inteiras que dependem do atendimento e da resposta das equipes nas próximas horas.

O que se sabe sobre as chuvas no estado

Até o momento, foram registradas 25 ocorrências em municípios paulistas, com uma pessoa ferida, 23 desabrigadas e 66 desalojadas. Não há registro de óbitos ou desaparecidos oficialmente relacionados com as chuvas.

As ocorrências incluem alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, quedas de muros e danos em residências e estruturas. A maior rajada de vento foi registrada em Piraju, com 92,6 km/h. Também houve ventos de 72,7 km/h em Bauru, 66 km/h em Dracena, 61,2 km/h em Araçatuba, 60,5 km/h em Paranapanema, 60,1 km/h em Avaré, 59,4 km/h em Itapeva, 59,3 km/h em Campinas e 58,7 km/h em Piracicaba. Na capital paulista, a maior rajada foi de 51,5 km/h.

Na capital, uma residência desabou no bairro de Sapopemba, deixando 24 pessoas desalojadas. No Jabaquara, duas moradias desabaram às margens de um córrego, e outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento, com 14 moradores desalojados.

Em Pariquera-Açu, uma rajada de vento provocou a queda de tendas no Centro de Eventos Imigrantes. Não houve registro de vítimas. A Defesa Civil Municipal isolou o local e o evento foi cancelado. A Rodovia Régis Bittencourt, no km 286, permaneceu interditada por um ponto de alagamento. Também foram registradas quedas de árvores em Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru.

Nas últimas 24 horas, os maiores volumes de chuva, coletados até 5h deste sábado, foram de 80 mm em Cotia e Diadema, 78 mm em Santana de Parnaíba, 77 mm em São Paulo, 75 mm em Embu-Guaçu, 71 mm em Santo André e 70 mm em Itapecerica da Serra e Cabreúva. Ao todo, 40 municípios registraram acumulados de 50 mm ou mais.

Alertas e orientação da Defesa Civil

Ao longo da noite e da madrugada, a Defesa Civil enviou 15 alertas Cell Broadcast para diferentes regiões de São Paulo, incluindo Litoral, Vale do Ribeira, sudoeste, oeste, região de Sorocaba, Grande São Paulo, Campinas, Bauru e Piracicaba. Os avisos orientavam a população a permanecer em local seguro diante da possibilidade de chuva forte, rajadas intensas e granizo.

Desde as 14h desta sexta-feira (11), a Defesa Civil mantém um Gabinete de Crise, acompanhando a evolução das condições meteorológicas por radares, satélites, descargas atmosféricas e observações de superfície.

Durante tempestades, o órgão recomenda procurar abrigo em local seguro e evitar áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas. Também pede que as pessoas fiquem longe de coberturas, placas e estruturas vulneráveis durante rajadas fortes. Em caso de granizo, o recomendado é ficar em local coberto e protegido, afastado de janelas, não atravessar áreas alagadas ou com correnteza e acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil.

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