CapaCidade
Cidade

Deputada Lohanna França recebe botão do pânico após condenado por ameaças deixar prisão com tornozeleira

ResumoA deputada estadual Lohanna França (PV) recebeu um botão do pânico na terça-feira (14) após o homem condenado por ameaçá-la deixar a prisão e cumprir pena com tornozeleira eletrônica. O dispositivo é acionado se o agressor se aproximar a menos de 200 metros da parlamentar.

A deputada estadual Lohanna França (PV) recebeu um botão do pânico na terça-feira (14) após o homem condenado por ameaçá-la deixar a prisão e passar a cumprir pena com monitoramento eletrônico. O dispositivo é acionado se o agressor se aproximar a menos de 200 metros.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 20 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Deputada Lohanna França recebe botão do pânico após condenado por ameaças deixar prisão com tornozeleira

Deputada Lohanna França recebe botão do pânico após condenado por ameaças deixar prisão com tornozeleira

A deputada estadual Lohanna França (PV) passou a utilizar um dispositivo de segurança conhecido como botão do pânico após o homem condenado por ameaçá-la deixar a prisão e passar a cumprir pena com monitoramento eletrônico. O equipamento foi entregue à parlamentar na terça-feira (14) como medida de proteção diante da possibilidade de aproximação do agressor.

Como funciona o botão do pânico recebido pela deputada Lohanna França

O botão do pânico funciona de forma integrada ao monitoramento eletrônico utilizado pelo condenado. Caso ele se aproxime a menos de 200 metros das deputadas protegidas ou do prédio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o equipamento pode vibrar e emitir um alerta sonoro. O dispositivo também permite que a vítima acione imediatamente as forças de segurança caso identifique uma situação de risco.

Condenação por ameaças: pena de 12 anos e 9 meses

O condenado recebeu pena de 12 anos e nove meses de prisão por crimes cibernéticos e ameaças direcionadas a Lohanna França e às deputadas estaduais Bella Gonçalves (PT) e Beatriz Cerqueira (PT). As mensagens enviadas pelo homem incluíam ameaças graves contra as parlamentares e motivaram a abertura de investigação e o posterior processo criminal.

Por que o condenado deixou a prisão com tornozeleira eletrônica

Apesar da condenação, a Justiça determinou que o homem passasse a cumprir a pena fora de uma unidade prisional, com uso de tornozeleira eletrônica. A mudança ocorreu diante da falta de vagas e das condições consideradas inadequadas em parte do sistema penitenciário de Minas Gerais. Dados citados no processo indicam que aproximadamente 36% das unidades prisionais de Minas Gerais estão interditadas ou apresentam condições consideradas precárias.

Reação de Lohanna França: proteção necessária, mas sistema falho

Ao receber o equipamento, Lohanna França destacou a importância desse tipo de mecanismo para mulheres ameaçadas ou vítimas de violência. A deputada afirmou que a existência do botão do pânico pode ajudar a evitar novas agressões e ampliar a sensação de segurança das pessoas que convivem com medidas protetivas. A parlamentar, no entanto, também criticou a situação do sistema prisional mineiro. Segundo ela, a precariedade das unidades e a falta de vagas não podem resultar na exposição das vítimas a novos riscos, especialmente quando há condenações relacionadas a ameaças graves e reiteradas.

Violência política de gênero atinge deputadas em Minas Gerais

As ameaças contra parlamentares também levantam preocupação sobre o crescimento da violência política de gênero, especialmente no ambiente digital. Mulheres que ocupam cargos públicos têm relatado ataques, perseguições, ofensas e ameaças relacionadas à atuação política e à exposição nas redes sociais. Bella Gonçalves e Beatriz Cerqueira também foram reconhecidas como vítimas no processo que resultou na condenação do homem. As três parlamentares são acompanhadas por medidas de segurança destinadas a impedir a aproximação do condenado e reduzir o risco de novos episódios.

O que acontece se o condenado descumprir a distância mínima

A tornozeleira eletrônica permite acompanhar os deslocamentos do condenado e verificar se ele respeita as áreas de restrição. O descumprimento das condições estabelecidas pode resultar em novas medidas judiciais e na revisão do regime de cumprimento da pena. A expectativa é que qualquer violação do perímetro de segurança seja identificada rapidamente, permitindo o acionamento da polícia e a adoção das providências previstas pela Justiça.

Lohanna França afirmou que continuará exercendo o mandato e defendendo políticas públicas de proteção às mulheres. Para a deputada, o uso do botão do pânico representa uma medida necessária diante da decisão judicial, mas também evidencia a necessidade de respostas mais firmes do poder público contra ameaças e violência política.

Perguntas Frequentes

O que é o botão do pânico usado pela deputada Lohanna França?

É um dispositivo de segurança que vibra e emite alerta sonoro se o condenado se aproximar a menos de 200 metros da vítima ou da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Também permite que a vítima acione as forças de segurança imediatamente.

Qual foi a pena do homem que ameaçou Lohanna França?

O condenado recebeu pena de 12 anos e nove meses de prisão por crimes cibernéticos e ameaças direcionadas a Lohanna França, Bella Gonçalves e Beatriz Cerqueira.

Por que o condenado deixou a prisão com tornozeleira?

A Justiça determinou o cumprimento da pena fora da prisão devido à falta de vagas e às condições inadequadas do sistema penitenciário de Minas Gerais. Cerca de 36% das unidades prisionais do estado estão interditadas ou precárias.

Quem mais foi vítima das ameaças além de Lohanna França?

As deputadas estaduais Bella Gonçalves (PT) e Beatriz Cerqueira (PT) também foram reconhecidas como vítimas no mesmo processo criminal.

O botão do pânico substitui outras medidas de segurança?

Não. O dispositivo é uma medida adicional de proteção, integrada ao monitoramento eletrônico do condenado. As três parlamentares seguem acompanhadas por outras medidas de segurança para impedir a aproximação do agressor.

violência política de gênero em Minas Gerais sistema prisional mineiro e falta de vagas direitos das mulheres vítimas de ameaças

// Leia também

Publicidade