Delegado aponta premeditação em caso de professora em Americana
O delegado responsável pela investigação do assassinato do empresário Michel Serra Begali, de 32 anos, apontou premeditação e disse que pedirá a conversão da prisão domiciliar da professora Natália Casorla Begali em prisão preventiva.
O delegado da Polícia Civil responsável pela investigação do assassinato do empresário Michel Serra Begali, de 32 anos, afirmou que a professora Natália Casorla Begali, também de 32 anos, premeditou o crime e agiu com requintes de crueldade. O caso aconteceu no último domingo (6), no estacionamento de uma academia, em Americana (SP).
O delegado Odair José Jaeger antecipou que vai pedir ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e à Justiça, no relatório final do inquérito policial, que Natália tenha a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva. Um dos motivos apontados é que a suspeita vive com os dois filhos, de 6 e 12 anos, e a Polícia Civil teme pelo que ela possa fazer com as crianças.
"Oficiei também ao Conselho Tutelar e eu vou pedir, nesse relatório, que o juiz 'preventive' ela", declarou o delegado.
O que muda com a prisão preventiva
A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada antes do julgamento final. Diferente da domiciliar, ela é cumprida em unidade prisional e costuma ser pedida quando a autoridade policial entende que há risco à ordem pública, à instrução do processo ou à integridade de testemunhas e familiares.
No caso de Americana, o pedido ainda depende de decisão judicial. O relatório final do inquérito será encaminhado ao MP-SP, que pode concordar ou não com a solicitação antes de o juiz analisar o mérito.
Como o caso chegou até aqui
A vítima foi morta pela ex-esposa a facadas no estacionamento de uma academia. A Polícia Civil já ouviu envolvidos e reuniu elementos que, segundo o delegado, sustentam a tese de premeditação. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a situação dos dois filhos do casal.
A defesa de Natália não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
O que observar daqui pra frente
A conversão da prisão domiciliar em preventiva não é automática. O juiz avalia o relatório, ouve o MP-SP e decide. Se deferida, a suspeita passa a responder ao processo presa. Se negada, permanece em casa, com ou sem medidas cautelares adicionais, como afastamento dos filhos ou monitoração.
O caso também reacende a discussão sobre como o sistema de justiça trata mulheres que cometem crimes violentos e sobre a proteção de crianças que convivem com acusadas de homicídio. A resposta virá nos próximos capítulos do inquérito.