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Delegada esposa de Renê é transferida para setor administrativo da Polícia Civil

ResumoA delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, foi transferida para um setor administrativo da Polícia Civil de Minas Gerais. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Órgão Especial da corporação.

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, foi transferida para um setor administrativo da Polícia Civil de Minas Gerais. A decisão foi unânime no Órgão Especial.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Delegada esposa de Renê é transferida para setor administrativo da Polícia Civil

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, foi transferida para um setor administrativo da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A mudança a levou para a Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal (SPGF), conforme decisão unânime do Órgão Especial do Conselho Superior da corporação.

A remoção foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. O texto considera o afastamento da delegada, que está em licença médica desde 13 de agosto, dois dias após a morte de Laudemir. Antes da transferência, Ana Paula era titular da Casa da Mulher Mineira e ocupa o nível especial da carreira.

Segundo a PCMG, a medida segue as regras do artigo 56, parágrafo 2º, da Lei Complementar nº 129/2013. Em nota, a corporação informou que a transferência está relacionada à situação funcional da servidora e segue os procedimentos administrativos previstos na legislação.

A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimento administrativo para apurar a possível participação de Ana Paula no caso. As investigações apontaram que a arma registrada em nome dela foi utilizada por Renê no assassinato de Laudemir. A delegada foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo. Segundo as investigações, ela teria permitido que o marido usasse a pistola de uso pessoal e tinha conhecimento de que ele já havia usado o armamento em outras ocasiões. No caso da prevaricação, a investigação considera a suspeita de que Ana Paula tenha deixado de praticar ato de ofício por motivo de interesse pessoal.

A defesa da delegada foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Mesmo licenciada, Ana Paula continua recebendo remuneração como servidora pública. Conforme dados do Portal da Transparência, ela recebeu R$ 19.248,24 em junho, último mês disponível na consulta mencionada.

O gari Laudemir de Souza Fernandes foi baleado em 11 de agosto de 2025, enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte. Horas depois do crime, Renê foi preso no estacionamento da academia que frequentava. As investigações apontaram que ele teria utilizado a arma da esposa para cometer os disparos.

Em 28 de janeiro de 2026, Renê foi pronunciado pela Justiça e será levado a júri popular. A decisão foi tomada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, 1º Sumariante de Belo Horizonte. Na decisão, a magistrada entendeu que havia provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso fosse analisado pelo Conselho de Sentença. As qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas. A juíza também destacou a frieza da conduta e a indiferença demonstrada pelo acusado em relação à vida da vítima.

caso Laudemir

Casa da Mulher Mineira

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