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Datafolha: 59% dizem que Moraes agiu mal ao vetar visita de Flávio a Jair

ResumoPesquisa Datafolha revela que 59% dos eleitores consideram inadequada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que vetou a visita do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 22 e 23 de julho.

Pesquisa Datafolha aponta que 59% dos eleitores consideram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, agiu mal ao proibir visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 22 e 23 de julho.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 29 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Datafolha: 59% dizem que Moraes agiu mal ao vetar visita de Flávio a Jair

Eu andei pelas feiras e praças do interior nos últimos dias e, em cada esquina, ouvi o nome de um ministro do STF. A pesquisa Datafolha, divulgada agora, confirma o que o povo já dizia: 59% dos eleitores acham que Alexandre de Moraes agiu mal ao vetar a visita de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair, que cumpre prisão domiciliar.

Pesquisa Datafolha aponta que 59% dos eleitores consideram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, agiu mal ao proibir visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A decisão de Moraes, em julho, suspendeu por 90 dias as visitas após Flávio tornar pública uma carta do ex-presidente. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

O que diz a pesquisa Datafolha sobre a decisão de Moraes

O levantamento, feito de forma presencial entre os dias 22 e 23 de julho, ouviu 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

Para 36% dos entrevistados, o magistrado agiu bem na decisão. Já 2% disseram que ele não agiu bem nem mal, enquanto 4% não souberam responder. Os números revelam uma divisão clara na opinião pública sobre os limites do poder judicial.

O motivo do veto: a carta que mudou o jogo

Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio a Jair. O motivo? O senador tornou pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano. Na decisão, Moraes ressaltou que uma das medidas cautelares contra Jair Bolsonaro era a proibição "de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros".

Aqui no interior, muita gente entendeu o lado do ministro. "O pai não pode usar rede social, mas o filho lê a carta no Instagram? Aí é meio estranho", me disse Seu Antônio, produtor de café em Patrocínio. Outros, como dona Maria, de Montes Claros, discordam: "Família é família. O filho tem direito de visitar o pai preso, não importa o que aconteceu".

Prisão domiciliar: 59% querem que Bolsonaro fique em casa

A pesquisa também perguntou sobre o regime de prisão. 59% dos brasileiros defendem que Jair Bolsonaro permaneça em regime domiciliar, contra 35% que acham que o ex-presidente deve cumprir a pena na prisão. 6% não souberam responder.

Bolsonaro foi condenado de forma unânime pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, medida autorizada em razão de seu estado de saúde.

As novas restrições impostas por Moraes em julho

Em julho, Moraes prorrogou o regime domiciliar, mas impôs novas restrições. Com a medida, o magistrado suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. As exceções são médicos, fisioterapeutas e advogados.

Foram vetadas também visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, assim como a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

Redes sociais: 62% apoiam o veto

Outro dado que chamou atenção: 62% dos entrevistados defendem a proibição do acesso de Bolsonaro a redes sociais durante o regime domiciliar. Apenas 35% dos eleitores defendem o uso das plataformas pelo ex-presidente. 3% não souberam responder.

Moraes vetou o uso de redes sociais por Bolsonaro em julho de 2025. A ordem foi dada no processo que apurava tentativa de obstrução da Justiça, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O que esperar daqui para frente

A decisão de Moraes e a pesquisa Datafolha mostram que o tema vai continuar dividindo opiniões. Enquanto 59% acham que o ministro exagerou, a maioria também apoia o veto às redes sociais. É um sinal de que, para o eleitor, há uma linha tênue entre o direito de defesa e o risco de usar a prisão como palanque.

No interior, o que ouço é que a política virou assunto de mesa de bar e de igreja. As pessoas querem respostas claras: até onde vai o poder de um ministro? E até onde vai o direito de um preso? A pesquisa Datafolha, com seus números, só confirma que essas perguntas ainda não têm resposta fácil.

Perguntas Frequentes

O que diz a pesquisa Datafolha sobre a decisão de Moraes?

59% dos eleitores consideram que Alexandre de Moraes agiu mal ao proibir visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair. 36% acham que ele agiu bem, 2% nem bem nem mal, e 4% não souberam responder.

Quantas pessoas foram ouvidas na pesquisa?

O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados, de forma presencial, entre os dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por que Moraes vetou a visita de Flávio Bolsonaro?

Moraes suspendeu as visitas por 90 dias após Flávio tornar pública uma carta de Jair Bolsonaro que o empoderava como porta-voz na campanha eleitoral, o que violava a proibição de uso de redes sociais.

Qual a opinião dos brasileiros sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro?

59% defendem que Bolsonaro permaneça em regime domiciliar, enquanto 35% acham que ele deve cumprir a pena na prisão. 6% não souberam responder.

O que a pesquisa diz sobre o veto às redes sociais?

62% dos entrevistados apoiam a proibição do acesso de Bolsonaro a redes sociais durante o regime domiciliar, contra 35% que defendem o uso.

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