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Crustáceos de água doce testam positivo para cocaína e cetamina

ResumoO estudo do King's College London e da Universidade de Suffolk encontrou cocaína e cetamina em crustáceos de água doce nos rios de Suffolk, Reino Unido. A contaminação biológica supera a análise química da água, indicando acúmulo de drogas na cadeia alimentar aquática. Os resultados expõem um risco ecológico subestimado, exigindo monitoramento de tecidos biológicos para avaliar poluição por fármacos.

Pesquisadores do King's College London e da Universidade de Suffolk identificaram traços de cocaína e cetamina em pequenos crustáceos de água doce nos rios de Suffolk, no Reino Unido. O estudo revela um cenário de contaminação mais complexo que a análise da água pode mostrar.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 31 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Crustáceos de água doce testam positivo para cocaína e cetamina

Crustáceos de água doce testam positivo para cocaína e cetamina em rios

Pesquisadores do King's College London e da Universidade de Suffolk identificaram traços de cocaína e cetamina em pequenos crustáceos de água doce encontrados em rios da região de Suffolk, no Reino Unido. O estudo analisou diferentes poluentes ambientais e apontou um cenário de contaminação mais complexo do que o observado apenas pela análise da água.

Sim. A cocaína foi detectada em todas as amostras analisadas, enquanto a cetamina, anestésico também usado de forma recreativa, apareceu em 76% dos organismos examinados. O estudo avaliou a presença de contaminantes em animais da espécie Gammarus pulex, um pequeno invertebrado frequentemente comparado a um camarão pela aparência.

O que a presença de drogas em crustáceos revela

Os animais avaliados pertencem à espécie Gammarus pulex, um pequeno invertebrado frequentemente comparado a um camarão devido à aparência. Como vivem no fundo dos rios e permanecem em contato constante com a água e os sedimentos, esses organismos são considerados importantes indicadores da qualidade ambiental.

Como o estudo foi feito

Para a pesquisa, os cientistas coletaram água e invertebrados em 15 pontos distribuídos por cinco bacias hidrográficas de Suffolk. Em laboratório, as amostras foram analisadas em busca de 107 compostos diferentes, entre medicamentos, pesticidas e drogas ilícitas.

Ao todo, foram identificadas 56 substâncias nos organismos. Entre elas estavam medicamentos com potencial para causar impactos negativos à fauna, como antipsicóticos, além de pesticidas proibidos na União Europeia, caso do fenuron. Segundo os pesquisadores, a presença desses produtos pode indicar tanto a persistência de compostos antigos no ambiente quanto o uso irregular de substâncias banidas.

Por que analisar os organismos, não só a água

Os autores do estudo destacam que a análise dos organismos oferece um retrato mais preciso da exposição à poluição do que a avaliação exclusiva da água. Isso porque os animais acumulam diferentes contaminantes ao longo do tempo, permitindo compreender melhor os possíveis efeitos dessas substâncias sobre a saúde, o comportamento e a sobrevivência das espécies aquáticas.

O que isso significa para a saúde dos rios

A contaminação por drogas ilícitas e medicamentos em ambientes aquáticos é um fenômeno que preocupa cientistas. A presença de cocaína em todas as amostras e de cetamina em 76% dos crustáceos indica uma exposição generalizada a essas substâncias, que pode ter efeitos ainda pouco compreendidos sobre a fauna local.

Perguntas Frequentes

Crustáceos de água doce podem ser contaminados por drogas?

Sim. O estudo encontrou cocaína em todas as amostras e cetamina em 76% dos crustáceos da espécie Gammarus pulex coletados em rios de Suffolk.

Qual espécie foi analisada no estudo?

A espécie Gammarus pulex, um pequeno invertebrado de água doce que vive no fundo dos rios e é usado como indicador de qualidade ambiental.

Quantas substâncias foram encontradas nos crustáceos?

Foram identificadas 56 substâncias nos organismos, incluindo medicamentos, pesticidas e drogas ilícitas, a partir da análise de 107 compostos.

Por que a análise dos organismos é mais precisa que a da água?

Porque os animais acumulam contaminantes ao longo do tempo, oferecendo um retrato mais completo da exposição à poluição e seus possíveis efeitos sobre a saúde e o comportamento das espécies aquáticas.

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