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Ônibus em barricadas no Rio: operação policial deixa morto

ResumoA Operação Policial no Rio de Janeiro, em Cascadura, Zona Norte, resultou em um morto e na prisão de suspeitos durante confronto na manhã desta quarta-feira (26). Criminosos atravessaram 18 ônibus em barricadas como retaliação à ação da Polícia Militar, impactando 33 linhas de transporte público. O episódio interrompeu o tráfego na região e mobilizou equipes para liberação das vias.

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio, em retaliação a uma operação da Polícia Militar. Prisões, confronto e impacto em 33 linhas marcam a manhã desta quarta-feira (26).

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Ônibus em barricadas no Rio: operação policial deixa morto

Na manhã desta quarta-feira (26), criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em retaliação a uma operação da Polícia Militar nas comunidades do Campinho e do Fubá. A ação conjunta do 9° Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) e do 18° BPM (Jacarepaguá) resultou na prisão de quatro suspeitos. Segundo o comando da operação, homens armados entraram em confronto com as equipes e fugiram para uma região de mata. A polícia afirma que "um quinto [suspeito] foi atingido e socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas e um sexto teria sofrido uma parada cardíaca e não resistiu".

Os coletivos foram atravessados nas ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, em Cascadura, e também na Avenida Dom Hélder Câmara, conforme o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus). No início da tarde, 33 linhas que passam na região seguiam com itinerário impactado. A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou que o objetivo dos criminosos era "desmobilizar a atuação das equipes", que reprimiam uma facção criminosa que atua nas comunidades do Campinho, do Fubá, do Morro do 18, da Praça Seca e outras de Jacarepaguá.

Foram apreendidos uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzis, um carregador de pistola e quantidade de entorpecentes a ser contabilizada, completou a secretaria. O policiamento foi reforçado com equipes do Bope, do BPChq, do BTM, do BPVE e do 3º BPM (Méier). Policiais do Recom também atuam nas regiões atingidas.

Nas escolas, a Secretaria de Estado de Educação informou que, até 12h15, nenhuma unidade da rede estadual precisou ser fechada. Já a Secretaria Municipal de Educação afirmou que as escolas nas comunidades do Fubá e do Campinho "atendem presencialmente" apesar do ocorrido. Na saúde, uma unidade de atenção primária suspendeu o início do funcionamento nesta quarta-feira e avalia abertura nas próximas horas. "Outras duas unidades mantêm o funcionamento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas", completou a Secretaria Municipal de Saúde. As unidades estaduais de saúde funcionam normalmente, conforme a secretaria.

Enquanto a região se reorganiza, moradores e passageiros sentem na rotina os efeitos do confronto. Quem depende do transporte público na Zona Norte precisa acompanhar os avisos das empresas e da Rio Ônibus para evitar atrasos. A recomendação das autoridades é redobrar a atenção e buscar rotas alternativas até a normalização do serviço.

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