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Crime organizado nunca esteve em um nível tão alto, diz procurador-geral

ResumoO procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que o crime organizado nunca atingiu um nível tão alto no Brasil. A declaração ocorreu durante a Conferência de Consenso, onde o procurador defendeu a cooperação internacional como única solução para enfrentar o problema.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou nesta quinta-feira (23) que o crime organizado nunca esteve em um nível tão alto no país. Durante a Conferência de Consenso, ele reforçou que a cooperação internacional é o único caminho para o

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 24 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Crime organizado nunca esteve em um nível tão alto, diz procurador-geral

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou nesta quinta-feira (23) que o crime organizado nunca esteve em um nível tão alto no país. Durante a "Conferência de Consenso", evento que reuniu autoridades brasileiras e italianas no Ministério Público paulista, ele reforçou que o único caminho para o combate ao crime organizado é a cooperação internacional.

"A criminalidade organizada em nosso país já ganhou um caráter transnacional. As facções que operam em território nacional podem ser classificadas como organizações mafiosas", afirmou. O procurador ainda enfatizou que o crime organizado é uma das maiores ameaças à democracia.

A visão dos especialistas sobre as facções

Para Lincoln Gakiya, promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente (SP), tanto o PCC (Primeiro Comando da Capital) quanto o Comando Vermelho são máfias, sendo a facção paulista já estabelecida na Europa. "Trata-se de uma cadeia logística. Estamos diante de uma economia criminosa em expansão contínua", explicou.

Gakiya reforçou a aliança entre o PCC e a 'Ndrangheta, organização mafiosa da Calábria, como prova do caráter transnacional da facção. Ele também destacou a infiltração das facções criminosas na política: "Não existe crime organizado em qualquer lugar do mundo sem estar de braços cruzados com a corrupção".

Giovanni Tartaglia, assessor jurídico do Ministério de Relações Exteriores da Itália, afirmou que o PCC representa "um paradigma de uma geopolítica criminosa", e destacou que a criminalidade organizada funciona como um triângulo vicioso, com vértices na prática de atos ilícitos, na corrupção de autoridades e na infiltração na economia formal.

O que esperar do combate ao crime organizado

Os principais objetivos do evento desta quinta eram promover a troca de experiências entre Brasil e Itália no enfrentamento às organizações criminosas. A cooperação internacional, segundo as autoridades presentes, é a chave para desarticular a cadeia logística do crime.

O evento também contou com a presença do procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, do procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, de Tatiana Ribeiro Viana, secretária da ILA (Organização Internacional Ítalo-latino Americana), e do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Francisco Rezek.

Perguntas Frequentes

O que é a Conferência de Consenso?

É um evento que reuniu autoridades brasileiras e italianas no Ministério Público paulista para discutir o combate ao crime organizado.

Quem é Paulo Sérgio de Oliveira e Costa?

É o procurador-geral de Justiça de São Paulo, que afirmou que o crime organizado nunca esteve em um nível tão alto no país.

O que é o Gaeco?

É o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do qual Lincoln Gakiya é promotor em Presidente Prudente (SP).

Qual a relação entre PCC e 'Ndrangheta?

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, há uma aliança entre o PCC e a 'Ndrangheta, organização mafiosa da Calábria, o que prova o caráter transnacional da facção paulista.

O que significa "triângulo vicioso" no crime organizado?

Giovanni Tartaglia, assessor jurídico do Ministério de Relações Exteriores da Itália, descreveu a criminalidade organizada como um triângulo vicioso com vértices na prática de atos ilícitos, corrupção de autoridades e infiltração na economia formal.

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