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Criança denuncia padrasto por estupro durante projeto escolar em MT

ResumoEm Mato Grosso, uma criança de 10 anos denunciou o padrasto por estupro durante projeto escolar sobre abuso sexual em maio de 2025. O caso gerou comoção e destaca a importância da educação preventiva nas escolas para identificar e relatar violências.

Em Mato Grosso, uma criança de 10 anos denunciou o padrasto por estupro após participar de um projeto escolar sobre abuso sexual. O caso, ocorrido em maio de 2025, gerou comoção e reforça a importância da educação preventiva nas escolas.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Criança denuncia padrasto por estupro durante projeto escolar em MT

Criança denuncia padrasto por estupro durante projeto da escola sobre abuso sexual em MT

Em maio de 2025, em uma cidade do interior de Mato Grosso, uma criança de 10 anos denunciou o padrasto por estupro durante um projeto escolar sobre abuso sexual. O caso, que chocou a comunidade local, foi revelado após a menina participar de atividades de conscientização promovidas pela escola. A denúncia levou à prisão em flagrante do suspeito, de 38 anos, e reacendeu o debate sobre a importância da educação preventiva nas instituições de ensino.

A criança denunciou o padrasto por estupro durante o projeto da escola sobre abuso sexual, que abordava temas como toques inadequados e o direito de dizer não. A menina, que sofria abusos há pelo menos dois anos, encontrou na atividade escolar o ambiente seguro para relatar o que vivia em casa. O padrasto foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, que confirmou a ocorrência.

Projeto escolar como ferramenta de prevenção ao abuso sexual infantil

O projeto desenvolvido pela escola municipal fazia parte de uma iniciativa mais ampla de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. As atividades incluíam rodas de conversa, vídeos educativos e a distribuição de materiais informativos sobre como identificar situações de abuso. Segundo a Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso, o programa já alcançou mais de 200 escolas desde 2023, com foco em alunos do ensino fundamental.

A denúncia feita pela criança durante o projeto reforça a eficácia desse tipo de abordagem. Especialistas apontam que a educação sexual preventiva, quando adaptada à faixa etária, pode ser um canal crucial para que vítimas rompam o silêncio. Em 2024, o Ministério dos Direitos Humanos registrou mais de 5.000 denúncias de abuso sexual infantil no Brasil, sendo que a maioria dos agressores é composta por parentes ou conhecidos da vítima (MDH, Relatório de Violações, 2024).

Como a escola lidou com a denúncia

A escola, que não teve o nome divulgado para preservar a identidade da criança, seguiu o protocolo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após a revelação, a direção acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. A criança foi encaminhada para acolhimento e acompanhamento psicológico, enquanto o padrasto foi detido e aguarda julgamento.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de 8 a 15 anos. A mãe da criança, que também foi ouvida, afirmou desconhecer os abusos. A Polícia Civil investiga se houve omissão ou conivência.

Impacto na comunidade e políticas públicas

O episódio gerou comoção na cidade, que tem cerca de 30 mil habitantes. Moradores organizaram uma manifestação pacífica em frente à escola para apoiar a vítima e cobrar medidas de proteção. A prefeitura local anunciou a ampliação do projeto para todas as escolas municipais ainda em 2025.

Em nível estadual, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso debate a criação de uma lei que torne obrigatória a realização de projetos de prevenção ao abuso sexual em todas as escolas públicas e privadas. A proposta, apresentada por um deputado estadual, prevê capacitação de professores e material didático específico.

O papel da educação na quebra do silêncio

A criança denunciou o padrasto por estupro durante o projeto da escola sobre abuso sexual, um exemplo de como a informação pode salvar vidas. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 70% dos casos de abuso sexual infantil, a vítima conhece o agressor (MS, Boletim Epidemiológico, 2024). A escola, muitas vezes, é o único espaço onde a criança pode encontrar acolhimento e orientação.

Para a psicóloga infantil Maria de Lourdes Silva, ouvida pela reportagem, "a educação preventiva não apenas informa, mas empodera a criança a reconhecer situações de risco e a buscar ajuda". Ela ressalta que projetos como o realizado em MT são essenciais, especialmente em comunidades onde o tema ainda é tabu.

Perguntas Frequentes

Como a criança conseguiu denunciar o padrasto?

Durante o projeto escolar sobre abuso sexual, a criança participou de atividades que ensinavam a identificar toques inadequados e a importância de contar para um adulto de confiança. Ela se sentiu segura para relatar os abusos à professora.

Qual a pena para estupro de vulnerável?

O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, tem pena de reclusão de 8 a 15 anos. A pena pode ser aumentada se o agressor for ascendente, padrasto ou responsável pela vítima.

O que fazer se uma criança revelar abuso?

Acolha a criança sem julgamento, evite pressioná-la por detalhes e acione imediatamente o Conselho Tutelar (Disque 100) ou a Polícia Civil. Não confrontar o agressor diretamente.

Escolas são obrigadas a ter projetos de prevenção?

Não há uma lei federal que obrigue, mas estados e municípios podem criar legislações próprias. Mato Grosso discute a obrigatoriedade após este caso.

Como denunciar abuso sexual infantil?

Ligue para o Disque 100 (Direitos Humanos) ou 190 (Polícia Militar). A denúncia é anônima e pode salvar uma criança.

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