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Coreia do Sul apoia EUA em retomada de diálogo com Coreia do Norte

ResumoCoreia do Sul manifesta apoio à retomada do diálogo entre EUA e Coreia do Norte, iniciativa liderada por Donald Trump. Seul condiciona o respaldo à garantia de que a segurança sul-coreana não seja comprometida e à participação direta nas negociações, evitando exclusão de decisões sobre a península.

A Coreia do Sul apoia os esforços de Donald Trump para retomar o diálogo com a Coreia do Norte, mas quer garantir que sua segurança não seja enfraquecida e que Seul não fique de fora das negociações.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Coreia do Sul apoia EUA em retomada de diálogo com Coreia do Norte

A Coreia do Sul apoia os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar o diálogo com a Coreia do Norte, mas quer garantir que sua postura de segurança não seja enfraquecida e que Seul não fique de fora das negociações. A posição foi confirmada nesta sexta-feira (28) pelo assessor de Segurança Nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, em declaração a jornalistas.

Segundo Wi, a retomada das negociações entre Washington e Pyongyang deve se concentrar em avanços concretos na questão das armas nucleares norte-coreanas, sem comprometer a prontidão de segurança do país. "Um ponto que deve ser levado em consideração é a necessidade de coordenar com os Estados Unidos para garantir que qualquer retomada do diálogo resulte em avanços concretos na questão nuclear, paralelamente aos esforços para estabelecer um regime de paz na Península Coreana", afirmou.

A declaração vem depois da ordem de Trump, emitida no início deste mês, para reduzir significativamente os principais exercícios militares conjuntos entre os dois aliados. O presidente americano citou, entre outros motivos, a recusa de Seul em oferecer ajuda na guerra contra o Irã para justificar a redução dos exercícios Ulchi Freedom Shield, e afirmou que a medida enviava uma mensagem equivocada à Coreia do Norte. Trump busca uma nova cúpula com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, com quem se reuniu três vezes entre 2018 e 2019.

Enquanto isso, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos realizarão exercícios militares conjuntos de 9 a 11 de setembro para testar a prontidão diante das ameaças norte-coreanas de mísseis e armas nucleares, informou Seul nesta sexta-feira. Wi afirmou que a coordenação política e a comunicação entre Seul e Washington são mais importantes do que nunca, e que a Coreia do Sul busca aprofundar a cooperação em questões que já provocaram atritos, como investimentos sul-coreanos nos EUA acordados em tratado comercial, o tratamento da empresa Coupang, a cooperação em segurança, o compartilhamento de informações de inteligência e a transferência do controle operacional das forças em tempos de guerra.

O ponto central, segundo Wi, é garantir que Seul não seja "deixada de lado" nos esforços de Washington para retomar as negociações com Pyongyang. A Coreia do Sul quer ter voz ativa no processo, mas sem abrir mão da própria segurança.

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