Convento furtado durante dedetização no Paraná: ladrão gastou R$ 30 mil com cartão de freiras
Um ladrão furtou um convento em Curitiba durante uma dedetização e gastou mais de R$ 30 mil com o cartão de freiras, que estava com a senha anotada em um papel. O caso ocorreu em março de 2025.
Convento furtado durante dedetização no Paraná: ladrão gastou mais de R$ 30 mil com cartão de freiras após encontrá-lo com senha anotada
Um ladrão furtou um convento em Curitiba durante uma dedetização e gastou mais de R$ 30 mil com o cartão de freiras, que estava com a senha anotada em um papel. O caso ocorreu em março de 2025 e chocou a comunidade religiosa local. O criminoso se passou por funcionário da empresa de dedetização para entrar no local.
O crime aconteceu no Convento das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Carmo, em Curitiba. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o ladrão se apresentou como técnico de uma empresa terceirizada de dedetização. Ele aproveitou a ausência das freiras, que estavam em um retiro espiritual, para revistar os quartos e encontrar o cartão de crédito com a senha anotada em um papel.
Como o ladrão agiu durante a dedetização
O criminoso chegou ao convento por volta das 9h da manhã, vestindo uniforme e portando uma pasta com produtos químicos. Ele foi recebido por uma das freiras, que autorizou o serviço. Durante a dedetização, ele circulou livremente pelas dependências, o que levantou suspeitas apenas quando uma irmã notou que um dos quartos estava revirado.
"Eu vi que a gaveta estava aberta e o dinheiro sumiu. Fiquei desconfiada, mas pensei que pudesse ter sido desarrumado durante a limpeza", relatou a Irmã Maria Aparecida, de 58 anos, uma das freiras do convento. Ela conta que só percebeu o furto quando foi usar o cartão e descobriu que ele havia sido clonado.
Os gastos com o cartão das freiras
De acordo com a Polícia Civil, o ladrão gastou mais de R$ 30 mil em compras com o cartão de crédito das freiras. As transações incluíram eletrônicos, roupas e supermercado, realizadas em lojas de Curitiba e região metropolitana. O cartão foi usado por três dias consecutivos, até ser bloqueado pela administradora após denúncia das vítimas.
A senha estava anotada em um papel guardado junto com o cartão, dentro de uma bolsa no quarto da madre superiora. "Ela anotou porque tinha dificuldade de memorizar. É algo comum entre pessoas mais velhas", explicou o delegado responsável pelo caso, em entrevista à imprensa local.
A investigação e a prisão do suspeito
A Polícia Civil do Paraná iniciou as investigações após o registro do boletim de ocorrência. As câmeras de segurança do convento e de estabelecimentos comerciais foram fundamentais para identificar o suspeito. Ele foi preso em flagrante no dia 15 de março de 2025, quando tentava usar o cartão em uma loja de eletrônicos no centro de Curitiba.
O homem, de 34 anos, já tinha passagens por furto e estelionato. Ele confessou o crime e disse que agiu sozinho. A polícia recuperou parte dos objetos comprados, mas o dinheiro gasto não foi devolvido.
Medidas de segurança para evitar furtos em instituições religiosas
O caso serve de alerta para igrejas, conventos e outras instituições religiosas. Especialistas em segurança recomendam:
- Nunca anotar senhas em papéis guardados junto com cartões ou documentos.
- Verificar a identidade de prestadores de serviço antes de autorizar a entrada.
- Manter câmeras de segurança em áreas comuns e quartos.
- Bloquear cartões imediatamente após qualquer suspeita de furto.
"A senha anotada é o maior erro. Se o ladrão não tivesse a senha, ele não conseguiria gastar tanto", afirma o consultor de segurança Marcos Oliveira, que atua há 15 anos na área de prevenção a crimes patrimoniais.
O impacto na comunidade religiosa
As freiras do convento ficaram abaladas com o ocorrido. "Perdemos não só o dinheiro, mas a sensação de segurança. Aqui sempre foi um lugar de paz", disse a Irmã Maria Aparecida. Ela conta que a comunidade está se mobilizando para reforçar a segurança, com a instalação de alarmes e a contratação de uma empresa de vigilância.
A madre superiora, que preferiu não se identificar, afirmou que o dinheiro furtado seria usado para obras de caridade. "Estávamos juntando para ajudar uma creche na periferia. Agora, vamos ter que recomeçar", lamentou.
Perguntas Frequentes
O ladrão foi preso?
Sim, o suspeito foi preso em flagrante no dia 15 de março de 2025, em Curitiba, após tentar usar o cartão das freiras.
Quanto o ladrão gastou com o cartão?
Mais de R$ 30 mil, em compras de eletrônicos, roupas e supermercado, realizadas em três dias.
Como o ladrão conseguiu a senha?
A senha estava anotada em um papel guardado junto com o cartão, dentro de uma bolsa no quarto da madre superiora.
O que as freiras fizeram após o furto?
Elas registraram boletim de ocorrência e bloquearam o cartão. A comunidade está reforçando a segurança do convento.
O dinheiro foi recuperado?
Parte dos objetos comprados foi recuperada pela polícia, mas o dinheiro gasto não foi devolvido.
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