Comandante da PM de MG trata morte da capitã Michele como violência doméstica
A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, classificou a morte da capitã Michele Leão Azevedo como "violência doméstica e familiar". O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso e teve a prisão convertida em preven
Comandante da PM de MG trata morte da capitã Michele como 'violência doméstica'
A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, classifica a morte da capitã Michele Leão Azevedo como "violência doméstica e familiar". Em pronunciamento na quarta-feira (22), a chefe da PM mineira afirmou que o caso motiva a instituição a lutar contra "esse inimigo invisível".
"A morte da capitã Michele e de todas as outras mulheres em virtude da violência doméstica e familiar, ela nos toca a alma. E ela nos motiva cada vez mais a lutarmos contra esse inimigo visível e, muitas vezes, invisível que assola a sociedade", afirmou a comandante.
A comandante afirmou ainda que o propósito da Polícia Militar de Minas Gerais é proteger todas as mulheres do Estado. "Esse é o nosso propósito, essa é a nossa missão, que nos foi dada por Deus. E nós não vamos recuar, mesmo em frente aos maiores desafios, mesmo em meio às maiores dificuldades. Continuem contando com a Polícia Militar", destacou.
Sargento preso e caso em investigação
O corpo da policial militar foi sepultado na quarta-feira. O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso após levar Michele morta a um hospital de Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20).
Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, que representa o sargento, disse que o "caso ainda está em fase inicial de apuração e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas". "Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes", frisou.
Prisão preventiva decretada
O sargento Eduardo Abner teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, na quarta-feira (22), pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte. O magistrado entendeu que "a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública".
Na audiência de custódia, o juiz determinou a expedição do mandado de prisão preventiva do sargento militar e intimou sua defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a se manifestarem.
Perguntas Frequentes
O que a comandante da PM de MG disse sobre a morte da capitã Michele?
A comandante-geral, coronel Cleide Barcelos, classificou o caso como "violência doméstica e familiar" e afirmou que ele motiva a luta contra "esse inimigo invisível".
Quem foi preso pela morte da capitã Michele?
O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso após levar Michele morta a um hospital de Belo Horizonte.
Qual a situação atual do sargento preso?
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Ceac de Belo Horizonte.
O que disse o advogado do sargento?
O advogado Gustavo Nepomuceno afirmou que o caso está em fase inicial de apuração e pediu que se aguarde a conclusão das investigações.
O que é a Central de Audiências de Custódia?
A Ceac é o órgão da Comarca de Belo Horizonte responsável por realizar audiências de custódia e decidir sobre a manutenção ou conversão de prisões.