Coaf identifica repasse extra de Vorcaro para filme Dark Horse
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou um repasse extra de US$ 1,6 milhão feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao fundo que administra os recursos do filme "Dark Horse", nos Estados Unidos. A informação foi publicada pela revista Piauí e confirmada pela TV Globo, que teve acesso ao inquérito da Polícia Federal com os dados do órgão que fiscaliza transações financeiras.
Segundo a reportagem, no dia 16 de setembro de 2025, Vorcaro enviou mais de US$ 1,6 milhão para o Havengate Development Fund, um fundo sediado no Texas, administrado por Paulo Calixto, advogado amigo de Eduardo Bolsonaro, que também vive no Texas. O repasse foi feito oito dias depois de Flávio Bolsonaro enviar mensagem ao banqueiro cobrando parcelas atrasadas para financiar o filme.
O que chama atenção é o valor: US$ 1,6 milhão, algo em torno de R$ 8 milhões, dependendo da cotação. Para quem acompanha o interior, é uma quantia que muda a vida de uma cidade inteira. Mas aqui o dinheiro seguiu outro caminho, para um fundo no exterior ligado à produção de um filme sobre a família Bolsonaro.
A investigação está em curso. O Coaf, que monitora movimentações suspeitas, foi quem puxou o fio. A Polícia Federal agora trabalha com esses dados. Ainda não há conclusão sobre o que o repasse significa juridicamente, e a fonte não detalha se Vorcaro ou os envolvidos se manifestaram.
Na prática, o caso reforça o papel do Coaf como radar de transações incomuns. Quem movimenta valores altos para o exterior, especialmente para fundos ligados a figuras políticas, passa a ser observado de perto. Para o pequeno produtor ou comerciante, a lição é simples: o sistema financeiro registra tudo, e repasses atípicos geram alertas automáticos.
A expectativa agora é saber como a PF vai usar esses dados no inquérito. O filme "Dark Horse" segue como pano de fundo, mas o foco da apuração está na origem e no destino do dinheiro. investigação Coaf e repasses internacionais