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Cleitinho e Cunha: disputa em MG divide Republicanos

ResumoCleitinho e Cunha protagonizam disputa eleitoral em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. A possível candidatura de Cleitinho ao Governo estadual ameaça o plano de Eduardo Cunha de se eleger deputado federal. O embate interno divide o partido Republicanos, expondo tensões estratégicas entre as lideranças políticas no cenário mineiro.

A disputa eleitoral em Minas Gerais, 2º maior colégio eleitoral do País, tem um elemento que passa despercebido: a possível candidatura de Cleitinho ao Governo pode derrubar o plano de Eduardo Cunha de se eleger deputado federal.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 03 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Cleitinho e Cunha: disputa em MG divide Republicanos

Cleitinho e Cunha: a disputa silenciosa que pode mudar o tabuleiro político em Minas Gerais

A disputa eleitoral em Minas Gerais, 2º maior colégio eleitoral do País, tem um elemento que passa despercebido da grande massa de eleitores. Por trás da possível candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Palácio da Liberdade está a garantia da eleição do ex-deputado federal Eduardo Cunha, hoje no Republicanos. O carioca ex-presidente da Câmara migrou seu título para MG e quer se eleger federal, agora pelas alterosas, e tem o PP como aliado.

O que a briga entre Cleitinho e Cunha significa para o eleitor mineiro

Se o Republicanos voltar atrás e indicar o senador Cleitinho ao Governo, a candidatura de Cunha deverá subir no telhado. É pulo de dez que Cleitinho irá abandoná-lo no 1º questionamento sobre a legitimidade de um carioca buscar um mandato em Minas. Para o eleitor, isso significa um cenário de incerteza sobre quem realmente comandará o Palácio da Liberdade e qual será o peso do partido na composição da Assembleia Legislativa.

O papel de Gleidson Azevedo na equação

Paralelo a esse cenário, Cunha está nas mãos de Cleitinho e de seu irmão, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis. Cunha aposta na candidatura a federal de Gleidson como um puxador de votos para eleger mais federais, incluindo o próprio ex-deputado. Gleidson é aposta de Cleitinho para ser o mais votado em Minas. Mas se o potencial candidato ao Governo rifar Cunha, como se espera do cenário vindouro, nem Gleidson ajudará (vai é tomar votos do carioca).

A pressão interna no Republicanos

Resta saber se o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, tem condições de garantir que Cleitinho cumpra o acordo em não detonar seu mais novo correligionário. Cleitinho, líder isolado nas pesquisas, peitou o partido e agora quer ser candidato ao Governo. As outras candidaturas só aguardam o anúncio de Cleitinho para abrir a artilharia.

O que isso muda para o eleitor que decide o voto em outubro

Para quem acompanha a política mineira de perto, a mensagem é clara: a definição do nome do Republicanos ao Governo não é apenas uma disputa interna. Ela redefine alianças, pode fragilizar candidaturas proporcionais e altera o equilíbrio de forças no Congresso. Se Cleitinho for o nome, a legenda perde um puxador de votos para a Câmara Federal. Se ficar de fora, o partido mantém a estratégia de eleger uma bancada forte, mas arrisca perder o principal cabo eleitoral do estado.

Contexto nacional: a disputa pela vice de Flávio Bolsonaro

Enquanto isso, no plano nacional, a definição da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) também mexe com o tabuleiro. Com a derrocada do nome da senadora Tereza Cristina, o presidenciável pode aparecer até sexta-feira com uma mulher ou um homem como vice na chapa. Ela, Damares Alves (DF), "terrivelmente evangélica". Ele, o astronauta Marcos Pontes (SP). Ambos são fiéis ao pai ex-presidente, senadores bem votados e filiados ao Republicanos, legenda que pode fazer a diferença na corrida nacional.

Outros temas que movimentam os bastidores

A coluna também repercutiu outros assuntos que agitam o cenário político e institucional. A banca Gabino Kruschewski, do procurador baiano e advogado Eugênio Kruschewski, recebeu de Daniel Vorcaro do Banco Master R$ 3.025.630,15 apenas num repasse. Mais de R$ 3 milhões. Isso está no inquérito da PF no caso Jaques Wagner, cujo sigilo foi derrubado pelo STF. Eugênio é o advogado do Master. Ele alega que o valor "corresponde ao pagamento regular de honorários advocatícios pela prestação de serviços jurídicos, devidamente contratados e formalizados".

Já a servidora Joelma de Oliveira Gonzaga, do Ministério da Cultura, é a responsável por assinar liberação de R$ 6 milhões, sem contrapartida financeira e sem chamamento público, para o "Cultura sobre rodas" ao Instituto Nacional de Políticas Públicas, entidade tocada por um ex-vendedor de Açaí. O dono do INPP, Hugo Dleon Nunes Batista, ainda não respondeu como será isso em 14 cidades do Rio de Janeiro.

No Rio Grande do Sul, o deputado federal Luciano Zucco (PL), Tenente-Coronel do Exército e ex-segurança da presidente Dilma, pode levar o Governo do Estado. Sua maior rival, empatada nas pesquisas, é Juliana Brizola, que carrega o peso do sobrenome do avô. Zucco e Juliana construíram trajetórias sem padrinhos. Em Mato Grosso, o senador Jayme Campos (União) não será candidato ao Governo. O ex-governador Mauro Mendes (União) "patrolou" Campos na convenção do partido e firmou apoio a Otaviano Pivetta (Rep) para candidato a governador. Jayme esperava a ajuda oficial do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e foi rifado.

Perguntas Frequentes

Por que Eduardo Cunha quer se eleger deputado federal por Minas Gerais?

Eduardo Cunha migrou seu título eleitoral para Minas Gerais e quer se eleger deputado federal pelo Republicanos, tendo o PP como aliado na possível candidatura de Marcelo Aro ao Palácio da Liberdade.

Qual o papel de Gleidson Azevedo na candidatura de Cunha?

Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão de Cleitinho, é aposta de Cunha como puxador de votos para eleger mais federais. Porém, se Cleitinho rifar Cunha, Gleidson pode tomar votos do carioca.

O que acontece se Cleitinho for candidato ao Governo?

Se Cleitinho for indicado ao Governo pelo Republicanos, a candidatura de Eduardo Cunha deve ser inviabilizada, pois o senador deve abandoná-lo no primeiro questionamento sobre a legitimidade de um carioca buscar mandato em Minas.

Quem é Marcos Pereira na história?

Marcos Pereira é o presidente do Republicanos, partido de Cleitinho e Cunha. Ele precisa garantir que Cleitinho cumpra o acordo de não detonar a candidatura do ex-deputado federal.

Como a disputa em MG afeta o cenário nacional?

A definição do nome do Republicanos em MG pode impactar a composição da bancada federal e influenciar alianças nacionais, como a definição do vice na chapa de Flávio Bolsonaro, que pode ser Damares Alves ou Marcos Pontes, ambos filiados ao Republicanos.

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