# Cidade onde o mar avança 5 metros por ano e destrói casas

> Atafona, distrito de São João da Barra (RJ), registra avanço do mar de aproximadamente 5 metros por ano, com destruição de casas na faixa de areia. Em 2026, a prefeitura autorizou estudo científico para enfrentar a erosão extrema na foz do Rio Paraíba do Sul, fenômeno persistente há décadas. A ação busca mitigar impactos costeiros e planejar medidas de contenção.

*Portal Notícias MG · Cidade · 07 de setembro de 2026 · Daniele Xavier*

Em Atafona, distrito de São João da Barra (RJ), o mar avança cerca de 5 metros por ano e já destruiu casas na areia. Em 2026, a prefeitura autorizou estudo científico para enfrentar a erosão extrema que persiste há décadas na foz do Rio Paraíba do Sul.

Em Atafona, distrito de São João da Barra, no Rio de Janeiro, o mar avança cerca de 5 metros por ano em alguns trechos e já destruiu casas na areia. Paredes rachadas emergem do solo como esqueletos de concreto, com fundações expostas pelo recuo da praia. O fenômeno não é novo, mas ganhou dimensão técnica em 2026, quando o município autorizou um estudo científico para enfrentar a erosão que supera cinco metros anuais em pontos específicos.

A erosão costeira marca a faixa construída de Atafona desde meados do século 20. O processo resulta da interação entre ondas, correntes marinhas e vento, que removem areia da praia de forma contínua. Relatório técnico municipal aponta que alterações no canal do Rio Paraíba do Sul intensificam o problema: retirada de água, construção de barragens e extração de areia modificam o fluxo natural de sedimentos. Em palestra registrada pela Câmara Municipal, o geólogo Eduardo Bulhões informou que o recuo alcança essa velocidade em trechos específicos do distrito, caracterizando erosão extrema.

A velocidade varia entre diferentes áreas da praia e ao longo do ano, segundo registros geológicos oficiais. Quando a vazão máxima do rio cai, a erosão tende a ganhar força no ano seguinte. As ruínas visíveis materializam o impacto sobre o patrimônio construído: construções perderam paredes, fundações ficaram expostas e terrenos desapareceram sob as ondas. Decreto municipal de 2023 registra famílias que tiveram residências interditadas pela Defesa Civil, com imóvel destinado a programa habitacional para essa população deslocada.

Em 10 de julho de 2026, a Prefeitura de São João da Barra assinou a ordem de serviço para iniciar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O Diário Oficial informou em março de 2026 que a análise envolveria fatores oceanográficos, climáticos e hidrossedimentológicos, com foco em áreas urbanas e populações vulneráveis. O portal oficial indicou prazo médio de 30 dias para apresentação do Plano de Trabalho, que deve organizar etapas, métodos e cronograma. A contratação resulta de processo que passou por planejamento, financiamento e licitação em anos anteriores.

O estudo deve comparar alternativas de mitigação e adaptação para proteger áreas urbanas. A avaliação técnica precisa esclarecer como ondas, sedimentos e condições hidrossedimentológicas moldam o recuo da costa. Para quem acompanha o litoral brasileiro, Atafona segue no radar: cada novo dado ajuda a explicar uma paisagem ainda em movimento erosão costeira no Brasil. Quem quiser acompanhar os próximos passos pode consultar o portal da Prefeitura de São João da Barra.

---

Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/cidade-onde-mar-avanca-cerca-5-metros-por-ano-destroi-casas-areia/
