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Cid diz que aceitou Senado após apelo de Lula por chapa no CE

ResumoCid Gomes aceitou concorrer ao Senado após apelo direto do presidente Lula para fortalecer a chapa majoritária no Ceará. A revelação, feita em entrevista, expõe articulações nos bastidores da política cearense e demonstra a influência de Lula na composição de alianças regionais.

O ex-governador Cid Gomes afirmou que aceitou concorrer ao Senado após um apelo direto do presidente Lula, que buscava fortalecer a chapa majoritária no Ceará. A revelação, feita em entrevista, expõe as articulações nos bastidores da política cearense.

Geraldo Assunção
Geraldo Assunção Repórter de Política Estadual · 15 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Cid diz que aceitou Senado após apelo de Lula por chapa no CE

O ex-governador Cid Gomes revelou que aceitou concorrer ao Senado Federal após um apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi dada em entrevista à imprensa cearense nesta semana. Segundo Cid, a decisão não foi imediata: "Eu ponderei, mas o presidente pediu pessoalmente. Disse que era importante para a chapa no Ceará", afirmou.

A declaração expõe os bastidores da montagem da chapa majoritária para as eleições de 2026. Cid, que já governou o estado por dois mandatos, vinha sinalizando que não disputaria cargo eletivo neste pleito. A mudança de rota, contudo, ocorreu após conversas com Lula e com o atual governador Elmano de Freitas.

O apelo de Lula e a unidade da base

Segundo fontes próximas à negociação, Lula teria argumentado que a presença de Cid na chapa ao Senado fortaleceria a aliança entre PT e PDT no estado. A base governista busca evitar rachas que comprometam a governabilidade e a vitória no primeiro turno. Cid, por sua vez, teria colocado condições para aceitar o convite, entre elas a manutenção de seu protagonismo político na definição de pautas estaduais.

"O presidente foi muito claro: precisamos de um nome forte para o Senado, alguém com trânsito no estado e que conheça a máquina pública", relatou um interlocutor que acompanhou as tratativas. A chapa, que ainda não foi oficialmente registrada, deve ter Elmano de Freitas como candidato à reeleição e Cid como postulante ao Senado.

O impacto no orçamento e na gestão estadual

A decisão de Cid tem implicações diretas no orçamento do estado. Como ex-governador, ele conhece os meandros da Lei Orçamentária Anual (LOA) e pode influenciar a destinação de recursos para áreas como saúde e educação. Em Minas, decisão grande nasce no miúdo: a presença de um nome experiente no Senado pode facilitar a liberação de emendas e convênios federais para o Ceará.

Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o Ceará recebeu R$ 18,7 bilhões em transferências da União em 2025, valor que pode crescer com uma bancada federal mais articulada. Cid, que já foi líder do governo no Congresso, conhece os caminhos para acelerar esses repasses.

As ressalvas de Cid e o futuro da aliança

Apesar de ter aceitado o apelo de Lula, Cid fez questão de marcar posição. Em sua entrevista, ele disse que "não é homem de meias palavras" e que pretende manter independência em relação ao Planalto em temas que considere estratégicos para o Ceará. A declaração é vista como um recado ao PT: a aliança existe, mas não é subserviente.

A relação entre PT e PDT no Ceará sempre foi marcada por tensões. Em 2022, a disputa pela vaga ao Senado gerou atritos que só foram superados com a intervenção de Lula. Agora, com Cid na chapa, o palanque estadual ganha musculatura, mas também expõe fragilidades que podem ser exploradas pela oposição.

O que diz a oposição

Líderes da oposição no Ceará criticaram a decisão. O deputado estadual Heitor Férrer (SD) afirmou que "o apelo de Lula a Cid mostra o desespero do PT em manter o controle do estado" heitor-ferrer-oposicao-ceara. Já o senador Eduardo Girão (Podemos) disse que a chapa governista é "um arranjo de cúpula que ignora a vontade popular".

Procurado, o governador Elmano de Freitas não comentou diretamente a declaração de Cid, mas reiterou a importância da união da base para garantir a continuidade dos programas sociais no estado.

Perguntas Frequentes

Por que Cid aceitou o apelo de Lula?

Cid afirmou que aceitou por consideração ao presidente e pela necessidade de fortalecer a chapa majoritária no Ceará, evitando rachas na base aliada.

Cid já havia descartado a candidatura?

Sim. Em entrevistas anteriores, Cid sinalizou que não disputaria cargo eletivo em 2026. A mudança ocorreu após conversas com Lula e Elmano de Freitas.

Qual o impacto dessa decisão para o Ceará?

A presença de Cid no Senado pode facilitar a liberação de recursos federais para o estado, especialmente em áreas como saúde e infraestrutura.

A aliança PT-PDT está garantida?

Sim, ao menos por enquanto. A decisão de Cid reforça o palanque governista, mas ressalvas mútuas indicam que a aliança precisará de cuidados contínuos.

Quando a chapa será oficializada?

A chapa deve ser registrada até agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral.

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