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Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães condenado a 4 anos e 10 meses

ResumoLucas Magalhães foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto por porte e disparo de arma de fogo no caso da morte de Yasmin Macêdo, ocorrido em Belém. O réu, dono da lancha envolvida no incidente, foi absolvido das acusações de homicídio e fraude processual. A sentença judicial definiu a pena apenas pelos crimes relacionados ao uso da arma.

Lucas Magalhães, dono da lancha, foi condenado a 4 anos e 10 meses em regime semiaberto por porte e disparo de arma no caso da morte de Yasmin Macêdo, em Belém. Ele foi absolvido de homicídio e fraude processual.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães condenado a 4 anos e 10 meses

O Tribunal do Júri de Belém condenou Lucas Magalhães, dono da lancha, a 4 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de porte e disparo de arma de fogo durante o passeio pelo rio Maguari, em que a influenciadora Yasmin Macêdo morreu em 2021. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém. Lucas foi absolvido das acusações de homicídio e fraude processual.

A pena, definida após júri popular, permite que ele recorra em liberdade. O caso ganhou repercussão nacional pela comoção em torno da morte de Yasmin, encontrada sem vida no dia seguinte ao passeio, em dezembro de 2021, aos 21 anos. As investigações apontaram afogamento como causa da morte.

Lucas respondeu por homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo. A condenação, no entanto, se restringiu aos crimes relacionados à arma, o que reduziu a pena em comparação às sanções máximas previstas. A soma das penas mínimas, segundo a denúncia, era superior ao montante aplicado.

Para quem acompanha o caso, a decisão levanta um ponto: a distinção entre os crimes julgados. Enquanto o homicídio exige comprovação de intenção ou assunção de risco, o porte e o disparo são crimes de perigo abstrato, com penas mais brandas. A absolvição nesse ponto não elimina a responsabilidade pelas armas, mas reduz o impacto penal.

A sentença, porém, não encerra o debate. A defesa já indicou que recorrerá, e a decisão do júri pode ser revista em instâncias superiores. Enquanto isso, Lucas permanece em liberdade, aguardando os próximos desdobramentos judiciais.

Para moradores de Belém e regiões próximas, o caso serve de alerta sobre a legislação de armas em embarcações e a responsabilidade de quem organiza passeios recreativos. A fiscalização de atividades náuticas, especialmente em rios como o Maguari, segue como pauta para as autoridades locais segurança em passeios náuticos.

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