Portal Notícias MG 🔍
Portal Notícias MG
Editorias
Institucional
Cidade

Caso My Vintage Dress: desvio de R$ 1 milhão e atrasos

A interrupção na entrega de vestidos de noiva da My Vintage Dress, em São Paulo, foi causada por um desvio de R$ 1 milhão por uma funcionária, segundo a proprietária Camila Rossi. A declaração foi feita em depoimento à Polícia Civil na sexta-feira (4/9), após clientes registrarem boletins de ocorrência por estelionato. A loja nega falência e afirma que tenta finalizar as peças contratadas antes do golpe.

A defesa de Camila, representada pelo advogado Luiz Augusto D'Urso, informou ao UOL que, ao descobrir o desvio, a empresária decidiu fechar temporariamente a loja para conseguir concluir a produção dos vestidos já contratados. D'Urso alega que Camila investiu R$ 600 mil do próprio bolso para manter a empresa funcionando com equipe reduzida, após demitir alguns funcionários. A defesa garante que, apesar do alto volume de mensagens, a loja tenta finalizar os vestidos conforme as datas dos casamentos, com Camila e as costureiras trabalhando de casa.

Na última semana, clientes se reuniram em frente ao estabelecimento em busca de respostas sobre uma possível falência. Em resposta, Camila publicou nas redes sociais que a loja não havia quebrado e que continuava a produção dos vestidos contratados antes do golpe. No comunicado, relatou que um grupo com mais de 50 pessoas invadiu a loja na segunda-feira (31/8) e retirou alguns vestidos sem autorização, o que a levou a guardar as peças restantes em local seguro.

A My Vintage Dress enfrenta uma ação de despejo de R$ 720 mil, protocolada na quinta-feira (3/9), que aponta falta de pagamento de aluguel de R$ 60 mil desde março, além de parcelas de IPTU que somam R$ 41.288,17. A defesa informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a ação. O Procon-SP convocou reunião para esclarecimentos, mas os representantes não compareceram; o órgão dará prosseguimento à fiscalização. As clientes afetadas relatam que não conseguiram agendar provas, não receberam as peças nem tiveram reembolso. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que as ocorrências são registradas como estelionato no 14º Distrito Policial.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
Ver todos os artigos →