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Caso Master: BRB diz que foi vítima de atos criminosos

ResumoO BRB declarou em nota no domingo (13) que a divulgação da quebra de sigilo da Operação Compliance Zero comprova que o banco foi vítima de atos criminosos. O comunicado também informa a renovação da diretoria da instituição após o escândalo conhecido como Caso Master.

Em nota enviada no domingo (13), o BRB afirmou que a divulgação da quebra de sigilo da Operação Compliance Zero mostra que a instituição foi vítima de atos criminosos. O comunicado também destaca a renovação da diretoria após o escândalo.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Caso Master: BRB diz que foi vítima de atos criminosos

O Banco de Brasília (BRB) afirmou em nota enviada no domingo (13) que foi "vítima de atos criminosos" no caso que envolve o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A manifestação veio após a divulgação de documentos com a quebra de sigilo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Master. O BRB também declarou que "os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição".

O comunicado destaca que a instituição promoveu uma renovação total dos dirigentes após o escândalo. Segundo o BRB, a divulgação dos documentos é uma oportunidade de mostrar que o banco foi vítima, e não responsável, pelos atos investigados.

O que os novos documentos revelam

Novos documentos mostram que o alto escalão do banco sabia das irregularidades dos títulos adquiridos em transações com o Master. De acordo com a Polícia Federal, os dirigentes praticaram atos fraudulentos com o objetivo de justificar os altos valores repassados.

Mensagens encontradas no celular do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, indicam que ele tentou encontrar alternativas para as negociações depois que o Banco Central negou a compra do Master pelo banco. Paulo Henrique está em prisão preventiva desde abril deste ano.

A mensagem enviada à esposa

Em mensagem enviada à esposa em 6 de setembro de 2025, dias após a negativa do Banco Central, o ex-dirigente escreveu: "Estou desde que acordei pensando em caminhos para sair da operação original do Master e construir possibilidades de fazer os ajustes que gostaria na carteira de crédito. Acredito que construí uma solução que não depende do Bacen e é boa para o BRB, além de contribuir para a sobrevivência do Master (que é importante para o BRB)".

A defesa do BRB sustenta que a instituição foi vítima de atos criminosos praticados por ex-dirigentes. O caso segue sob investigação da Polícia Federal, e a Operação Compliance Zero apura fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. Operação Compliance Zero

O desfecho das investigações deve definir a responsabilidade de cada envolvido, enquanto o BRB afirma ter concluído a renovação total de seus dirigentes. Banco Central nega compra do Master

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