# Caso da capitã da PM morta em BH entra em sigilo de justiça

> O processo sobre a morte da capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, de 41 anos, entrou em segredo de justiça na terça-feira (21/7). O principal suspeito, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso em flagrante por feminicídio e tráfico de drogas.

*Portal Notícias MG · Cidade · 22 de julho de 2026 · Vânia Drummond*

O processo sobre a morte da capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, de 41 anos, entrou em segredo de justiça na terça-feira (21/7). O principal suspeito, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso em flagrante por feminicídio e tráfico de drogas. A prisão fo

## Caso da capitã da PM morta em BH entra em sigilo de justiça

O processo sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, entrou em segredo de justiça na tarde de terça-feira (21/7). A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) um dia após a prisão em flagrante do principal suspeito, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. O caso da capitã da PM morta em BH agora tramita sob sigilo, restringindo o acesso público às informações.

## O que muda com o sigilo de justiça no caso da capitã da PM?

O segredo de justiça, decretado pelo TJMG, atinge o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD). A medida busca resguardar direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos. Na prática, isso significa que detalhes do inquérito e do processo judicial deixam de ser acessíveis ao público.

## Prisão em flagrante e conversão para preventiva

O sargento Eduardo Abner foi preso em flagrante na segunda-feira (20/7) por feminicídio e tráfico de drogas. Na quarta-feira (22/7), o juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte, converteu a prisão em flagrante para preventiva. Com isso, o militar responderá ao processo preso. Ele já havia sido preso em 2023 por embriaguez ao volante.

## A morte da capitã e as suspeitas

A morte de Michele foi constatada na noite de segunda-feira (20/7). O suspeito a levou até o Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de BH, alegando que ela havia sofrido uma queda da escada em casa, no Bairro Santa Cruz. No entanto, a extensão e a gravidade dos ferimentos, especialmente no rosto, levantaram suspeitas imediatas da equipe médica e dos policiais.

Segundo o delegado Saulo Castro, o grau das lesões aponta para a intenção deliberada de agressão e feminicídio. Durante as checagens no hospital, um tenente da PMMG flagrou Eduardo descartando 18 comprimidos de ecstasy em um dos banheiros, o que resultou na autuação por tráfico de drogas.

## Relacionamento marcado por abusos

Informações preliminares e testemunhas ouvidas pelas autoridades indicam que o casal vivia um relacionamento instável e marcado por contornos abusivos ao longo de oito anos, com idas e vindas, além de violência psicológica e moral praticada pelo sargento. A Polícia Militar informou que ainda não tem levantamento sobre procedimentos internos passados contra o suspeito na corregedoria.

Em depoimento, Eduardo afirmou que o casal realizou uma festa em casa, consumiu bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes, e que as agressões seriam consensuais, parte de práticas íntimas. A versão foi contestada pelas evidências.

## Quem era a capitã Michele Leão Azevedo?

Michele ingressou na PMMG em 2010, após se formar pelo Curso de Formação de Oficiais. Reconhecida no meio acadêmico e institucional, atuava na área de defesa e segurança pública. Entre 2022 e 2023, concluiu uma pós-graduação no Instituto Federal do Sul de Minas (Ifsuldeminas), defendendo um estudo sobre a aplicação da jurisprudência dos Tribunais Superiores dentro da PMMG.

## Velório e sepultamento

O velório de Michele ocorreu nesta quarta-feira (22/7), das 9h às 15h, na Funerária São Cristóvão, no Bairro Nova Gameleira, Região Oeste de BH. O sepultamento foi no Cemitério da Paz, no Bairro Caiçaras, Região Noroeste, às 16h.

## O que dizem as autoridades?

A reportagem do Estado de Minas procurou a Polícia Civil (PC) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para entender a motivação do sigilo, mas não obteve retorno até a publicação. A investigação tem prazo de até 10 dias, podendo ser prorrogado.

## Perguntas Frequentes

### Por que o caso da capitã da PM entrou em sigilo de justiça?

O TJMG decretou o segredo de justiça para proteger a intimidade e a vida privada dos envolvidos, restringindo o acesso público ao processo.

### Quem é o suspeito da morte da capitã Michele?

O principal suspeito é o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, companheiro da vítima. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e tráfico de drogas.

### O que aconteceu com o suspeito após a prisão?

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves. Eduardo responderá ao processo preso.

### Quando e onde será o velório da capitã?

O velório ocorreu na quarta-feira (22/7), na Funerária São Cristóvão, no Bairro Nova Gameleira, em BH, e o sepultamento foi no Cemitério da Paz.

### O suspeito tinha antecedentes criminais?

Sim, Eduardo já havia sido preso em 2023 pelo crime de embriaguez ao volante.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/caso-capita-pm-morta-bh-entra-sigilo-justica/
