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Cantor sertanejo condenado a 28 anos por feminicídio em Niterói

ResumoClodoaldo Queiroz de Oliveira, cantor sertanejo da dupla Tony e Gustavo, foi condenado a 28 anos de prisão pelo feminicídio de Karen Mancini, de 39 anos, em Niterói. O Tribunal do Júri acatou o laudo pericial que registrou 114 lesões no corpo da vítima. A sentença foi proferida em julgamento realizado na cidade fluminense.

O músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, da dupla Tony e Gustavo, foi condenado a 28 anos de prisão pelo feminicídio de Karen Mancini, de 39 anos. Laudo apontou 114 lesões pelo corpo. Julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Niterói.

Geraldo Assunção
Geraldo Assunção Repórter de Política Estadual · 30 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Cantor sertanejo condenado a 28 anos por feminicídio em Niterói

O músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gustavo, da dupla sertaneja Tony e Gustavo, foi condenado a 28 anos de prisão pelo feminicídio de Karen Mancini, de 39 anos. A decisão saiu neste sábado (29) do Tribunal do Júri de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo o laudo de necropsia, a vítima apresentava 114 lesões pelo corpo. O crime ocorreu em abril de 2024, na casa onde o casal morava, em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio.

O julgamento foi transferido de Nova Friburgo para Niterói após pedido da defesa, que alegou preocupação com a imparcialidade dos jurados. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e condenaram Clodoaldo por homicídio triplamente qualificado. O Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio. A pena foi fixada em 28 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. A Justiça também determinou que o condenado continue preso.

A condenação reflete o peso das evidências apresentadas, especialmente o laudo que documentou 114 lesões. Para a família de Karen Mancini, a sentença encerra um capítulo de busca por justiça, mas o caso também levanta questões sobre a violência doméstica e a resposta do sistema judicial a crimes dessa natureza. Em Minas, casos semelhantes costumam tramitar em varas especializadas, com atenção à proteção da vítima antes do desfecho final. O próximo passo do processo é o cumprimento da pena em regime fechado, com possibilidade de recurso por parte da defesa.

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