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Candidaturas do PCO em MG têm registro negado pelo TRE-MG

ResumoO Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou o registro de todas as candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO) no estado, incluindo a de Henrique Áreas ao governo. A decisão motivou o partido a recorrer à instância superior, alegando perseguição política. O TRE-MG fundamentou o indeferimento em irregularidades documentais e estatutárias.

O TRE-MG indeferiu todas as candidaturas do PCO em Minas Gerais, incluindo a de Henrique Áreas ao governo. Partido fala em perseguição e recorre à instância superior.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Candidaturas do PCO em MG têm registro negado pelo TRE-MG

O secretário do diretório mineiro do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato ao Governo de Minas, Henrique Áreas, se manifestou na noite desta terça-feira (09) contra o indeferimento de todas as candidaturas do partido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A decisão atinge também Tião Pessoa, candidato ao Senado, duas candidaturas à Câmara dos Deputados, duas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, além dos suplentes de Tião e do candidato a vice-governador, Estevão Gomes.

Segundo apuração da Tribuna de Minas no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas as candidaturas aparecem com a situação "indeferido em prazo recursal ou com recurso". Isso significa que os pedidos foram negados, mas há recurso apresentado e o caso aguarda análise de uma instância superior. O partido também aparece na mesma situação, com o DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) indeferido, mas contestado por recurso. O DRAP é o documento que comprova à Justiça Eleitoral o cumprimento dos procedimentos para o registro.

Em publicação nas redes sociais, Áreas classificou a decisão como "mais uma perseguição política contra o Partido da Causa Operária, um partido de militantes que está na rua, não só durante as eleições, mas a todo momento". O candidato também considerou a medida antidemocrática e decorrente de motivações burocráticas. "O que esse desembargador está fazendo é simplesmente impor uma censura, uma privação [...] O partido está recorrendo, vamos recorrer até o fim, mas vamos continuar a nossa campanha até o final também", finalizou.

A Tribuna solicitou esclarecimentos ao TRE-MG sobre os fundamentos da decisão e eventuais recursos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Para quem acompanha o processo eleitoral, a situação do PCO em Minas ainda pode mudar, já que o recurso está em análise. A campanha, porém, segue até o fim, como afirmou Áreas. Resta aguardar a decisão da instância superior para saber se os registros serão confirmados ou mantidos indeferidos.

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