Dívida de MG e isenções: o que propõem candidatos
Minas Gerais deve mais de R$ 188 bilhões à União. Em 2025, o estado abriu mão de R$ 19,4 bilhões em ICMS. Veja o que os candidatos ao governo propõem sobre dívida e isenções.
Minas Gerais deve mais de R$ 188 bilhões à União. Em dezembro de 2025, o governo federal autorizou a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite a quitação do débito em até 30 anos. O Executivo mineiro optou pela modalidade que prevê abatimento de 20% do saldo devedor e o parcelamento do restante, com correção pelo IPCA e juros zerados.
Para pagar a entrada, o governo ofereceu ativos à União, como imóveis e participações em empresas. A Copasa também foi privatizada: a gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo) defendeu que a medida era necessária para a amortização da dívida. Enquanto isso, o estado mantém uma política bilionária de renúncias fiscais. Em 2025, Minas Gerais abriu mão de arrecadar R$ 19,4 bilhões em ICMS. Em 2027, estão previstos R$ 26,2 bilhões em isenções.
Esse cenário coloca o eleitor diante de uma escolha direta: manter o atual modelo de parcelamento e privatizações ou revisar os benefícios fiscais para ampliar a arrecadação. A decisão afeta serviços públicos que dependem do orçamento estadual, como saúde e educação. Para famílias que usam o SUS e escolas públicas, o volume de renúncias fiscais pode significar menos recursos para essas áreas.
Acompanhe a cobertura das eleições em Minas Gerais para saber como cada candidato se posiciona sobre o tema. A informação é essencial para o voto consciente. eleições 2026 em Minas Gerais