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Candidatos ao governo de MG declaram R$ 48 mi em arrecadação

ResumoOs onze candidatos ao governo de Minas Gerais declararam mais de R$ 48 milhões em receitas de campanha em 2022. Alexandre Kalil (PDT) lidera tanto arrecadação quanto despesas, registrando R$ 14 milhões em receitas e R$ 12,8 milhões em gastos até 8 de setembro, conforme dados divulgados pela Justiça Eleitoral.

Os onze candidatos ao governo de Minas declararam mais de R$ 48 milhões em receitas na campanha deste ano. Alexandre Kalil (PDT) lidera arrecadação e gastos, com R$ 14 milhões em receitas e R$ 12,8 milhões em despesas até 8 de setembro.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 14 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Candidatos ao governo de MG declaram R$ 48 mi em arrecadação

Os onze candidatos ao governo de Minas Gerais já declararam mais de R$ 48 milhões em receitas na campanha eleitoral deste ano. Desse total, pelo menos R$ 26,8 milhões foram registrados como despesas até 8 de setembro, conforme a prestação de contas parcial disponibilizada pela Justiça Eleitoral. É o primeiro balanço da corrida deste ano, com envio obrigatório ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) até o fim da noite de ontem.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) lidera os dois lados da planilha: declarou R$ 14 milhões em receitas e R$ 12,8 milhões em despesas, uma diferença de aproximadamente R$ 1,2 milhão entre o que arrecadou e o que gastou. Do total desembolsado, 82,90% foram para serviços prestados por terceiros, sobretudo na área de comunicação. Entre os candidatos que informaram despesas até o fechamento da edição, ele mantém ampla vantagem.

Na segunda posição aparece o empresário Flávio Roscoe (PL), com R$ 10,9 milhões recebidos. O governador Mateus Simões (PSD), que disputa a reeleição, declarou R$ 10,3 milhões em receitas e R$ 7,5 milhões em despesas, sendo 21,23% dos gastos com serviços de terceiros, especialmente comunicação. O deputado federal Patrus Ananias (PT) vem em seguida, com R$ 8,3 milhões arrecadados e R$ 5,8 milhões gastos. Sua principal despesa é a produção de programas de rádio e televisão, que representa 28,8% do total desembolsado.

O candidato Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, declarou R$ 3,4 milhões em receitas. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) registrou R$ 620,6 mil em receitas e R$ 608,4 mil em despesas, diferença pequena entre o arrecadado e o já informado como gasto. Mais da metade, 52,48%, foi para publicidade por adesivos.

Ben Mendes (Missão) recebeu R$ 120 mil e declarou R$ 52,6 mil em despesas, sendo 44,12% com locação ou cessão de imóveis. Rafael Duda (PSTU) arrecadou R$ 153,5 mil e gastou R$ 60,5 mil, a maior parte com assessoria jurídica. Indira Xavier (UP) apresentou R$ 27,9 mil em receitas e R$ 9,1 mil em despesas, com alimentação representando 96,5% dos gastos. Professor Túlio Lopes (PCB) declarou R$ 8,1 mil em receitas e R$ 7,5 mil em despesas, sendo 44,3% para serviços de terceiros na produção e edição de vídeos. Henrique Áreas (PCO) não declarou receitas nem despesas no período.

A prestação parcial é obrigatória mesmo para quem não movimentou recursos. Entre 9 e 13 de setembro, as campanhas devem encaminhar os dados, incluindo recursos estimáveis em dinheiro, desde o início da disputa até 8 de setembro. Tudo fica disponível no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral, onde o eleitor consulta receitas, despesas, doadores e fornecedores de todos os cargos. Uma nova prestação vai de 5 de outubro a 3 de novembro; em caso de segundo turno, de 26 de outubro a 14 de novembro. Os valores podem ser atualizados conforme as campanhas incluam informações ou corrijam dados.

A prestação utilizada neste levantamento não apresenta o valor das despesas de todos os candidatos, o que impede calcular, por enquanto, a diferença entre receitas e gastos de cada campanha. DivulgaCandContas

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