Caminhão destrói arco histórico do Açude Cedro, no Ceará
Um caminhão colidiu e destruiu um arco histórico na entrada do Açude Cedro, em Quixadá, no Ceará, na tarde desta quarta-feira (26). Ninguém se feriu. A estrutura é de responsabilidade do Dnocs; prefeitura presta apoio.
Um caminhão colidiu e destruiu um arco histórico na entrada da estrada que dá acesso ao Açude Cedro, na Avenida José de Freitas Queiroz, em Quixadá, no interior do Ceará, na tarde desta quarta-feira (26). Ninguém ficou ferido. A estrutura é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), e a Prefeitura de Quixadá presta apoio à ocorrência.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um contêiner transportado pelo caminhão bateu no arco, fazendo o monumento desmoronar sobre o veículo. As imagens circulam nas redes sociais e mostram a dimensão do impacto.
A área e a estrutura do portal são de responsabilidade do Dnocs, órgão federal vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A Prefeitura de Quixadá, por meio do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), da Secretaria de Turismo e Eventos e da Procuradoria Geral do Município, acompanha a ocorrência. "As equipes municipais estão acompanhando de perto, contribuindo com as medidas necessárias no âmbito de suas atribuições e buscando garantir a segurança e a organização do trânsito no local", disse a prefeitura.
O Açude Cedro, inaugurado em 1906, é um dos primeiros grandes reservatórios do Nordeste e símbolo da política de combate às secas no Ceará. O arco destruído marcava a entrada do acesso ao monumento histórico, que atrai visitantes e pesquisadores.
Ainda não há informações sobre a situação do motorista do caminhão nem sobre eventuais medidas de reparo. O Dnocs não se manifestou até a publicação desta reportagem. A via, que dá acesso ao açude, pode ter o trânsito alterado nos próximos dias para avaliação dos danos e eventual remoção dos escombros.
O caso reforça a necessidade de atenção redobrada em vias com estruturas históricas, onde a altura de veículos de carga exige planejamento. A prefeitura afirma que seguirá "contribuindo com as medidas necessárias" enquanto o órgão responsável não se pronuncia sobre a reconstrução.