Cabo de madeira e roupas de cama lavadas: investigação sobre morte de capitã da PM em BH
A Polícia Civil investiga a morte da capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, encontrada sem vida em BH. Perícia localizou um cabo de madeira quebrado na lixeira do prédio e apreendeu roupas de cama que estavam na máquina de lavar. O marido, sargento da corporação, foi preso em flagr
Cabo de madeira e roupas de cama lavadas reforçam investigação sobre morte de capitã da PM em BH
A Polícia Civil investiga a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, encontrada sem vida na noite de segunda-feira (20), em Belo Horizonte. Durante a perícia no apartamento onde ela morava com o marido, um sargento da corporação preso em flagrante, os investigadores localizaram um cabo de madeira quebrado e apreenderam roupas de cama que estavam na máquina de lavar. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada pelas autoridades.
O que a perícia encontrou no local
Segundo o boletim de ocorrência, os peritos localizaram o cabo de madeira na lixeira do prédio, próximo à saída de emergência. Agora, a Polícia Civil vai analisar o objeto para verificar se ele tem relação com a morte da capitã. Além disso, os peritos recolheram as roupas de cama que estavam sendo lavadas. O boletim também informa que alguém alterou a posição da cama onde Michele permaneceu antes de ser levada ao hospital. Durante a perícia, os investigadores ainda apreenderam o celular do sargento.
A versão do sargento sobre a noite anterior
De acordo com o boletim de ocorrência, o sargento informou que o casal promoveu uma confraternização na residência na noite anterior à morte de Michele. Conforme o depoimento, os dois consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy durante o encontro. Em seguida, o militar afirmou que manteve relações sexuais consensuais com a esposa envolvendo práticas de dominação e agressões físicas. Segundo a versão apresentada por ele, esse tipo de prática fazia parte do relacionamento havia cerca de oito anos e os atos teriam sido gravados em vídeo.
A queda e a recusa de atendimento médico
Ainda conforme o relato, Michele caiu de uma escada por volta do meio-dia de segunda-feira, sofreu um corte na cabeça e passou a reclamar de tontura. O sargento declarou que prestou os primeiros socorros, controlou o sangramento, deu banho na esposa e a colocou para descansar. Segundo ele, a capitã recusou atendimento médico. O militar também afirmou que ambos dormiram durante a tarde e que, apenas por volta das 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos. Na sequência, ele decidiu levá-la ao Hospital Odilon Behrens.
O que o hospital constatou
Segundo o boletim de ocorrência, Michele chegou ao hospital sem sinais vitais. A equipe médica identificou traumatismo craniano, hematomas em diferentes partes do corpo, inchaços nas pernas e outros ferimentos. Além disso, os profissionais de saúde informaram à polícia que a morte provavelmente ocorreu entre quatro e seis horas antes da entrada da vítima na unidade. Diante dos indícios de violência, a equipe médica acionou a Polícia Militar, e a Polícia Civil iniciou as investigações.
A caixa metálica descartada no hospital
O boletim também relata que, durante o atendimento no hospital, o sargento pediu para usar o banheiro. Enquanto acompanhava o militar, um policial percebeu que ele descartou uma pequena caixa metálica em uma lixeira. Em seguida, os policiais recolheram o recipiente e encontraram comprimidos com características semelhantes ao ecstasy. Conforme o registro policial, o próprio sargento confirmou que descartou a substância. Depois disso, os militares apreenderam o material e o encaminharam para perícia.
O que diz a defesa do sargento
Em nota divulgada à imprensa, a defesa do sargento informou que acompanha a investigação e afirmou que aguarda a conclusão dos laudos periciais antes de qualquer manifestação sobre o mérito do caso. Ainda segundo a defesa, o processo está em fase inicial e todas as circunstâncias deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
O que ainda falta esclarecer
A Polícia Civil continua investigando a morte da capitã Michele Leão Azevedo e aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa oficial da morte. As investigações também buscam verificar se a versão apresentada pelo sargento é compatível com as evidências reunidas durante a perícia.
Perguntas Frequentes
O que a perícia encontrou no apartamento?
Os peritos localizaram um cabo de madeira quebrado na lixeira do prédio e apreenderam roupas de cama que estavam na máquina de lavar. Também foi apreendido o celular do sargento.
O que o sargento disse sobre a morte?
Ele afirmou que o casal consumiu bebidas e ecstasy, teve relações sexuais consensuais com práticas de dominação, e que Michele caiu de uma escada, recusando atendimento médico.
Qual foi a causa da morte?
A causa oficial da morte ainda não foi divulgada pelas autoridades. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais.
O sargento está preso?
Sim, o sargento, marido da vítima, foi preso em flagrante. A defesa informou que acompanha a investigação e aguarda os laudos.
O que foi encontrado no hospital?
Durante o atendimento, o sargento descartou uma caixa metálica com comprimidos semelhantes a ecstasy, que foram apreendidos e encaminhados para perícia.