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Brasileiros deportados dos EUA para África sem previsão

ResumoBrasileiros deportados dos EUA para países africanos enfrentam incerteza sobre o retorno ao Brasil. A mineira Paola Santos, 21, foi detida pelo ICE e enviada para destino desconhecido na África, sem previsão de repatriação. O caso expõe falhas no processo de deportação e na comunicação consular.

Brasileiros deportados dos EUA para países africanos relatam incerteza sobre o retorno. Mineira Paola Santos, 21, foi detida pelo ICE e enviada para destino desconhecido.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 07 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Brasileiros deportados dos EUA para África sem previsão

A mineira Paola Santos, de 21 anos, é uma das brasileiras deportadas dos Estados Unidos que agora vive em um país africano sem saber quando poderá voltar ao Brasil. Ela trabalhava com limpeza de obras nos EUA há cinco anos e tinha entrado ilegalmente pela fronteira com o México. Paola diz que possuía permissão de trabalho porque Massachusetts, onde morava, é mais flexível com imigrantes.

Após uma blitz do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), a polícia de imigração americana, Paola permaneceu presa por um ano e três meses. Nesse período, passou por cadeias em Massachusetts, Connecticut, Vermont, Texas e Louisiana. Há duas semanas, foi colocada em um avião com destino desconhecido.

"Falei com ele: 'Se você não me falar para onde você está me mandando, eu não irei descer do ônibus'. E ele: 'Se você não descer por vontade própria, a gente vai ter que fazer uso de força'", lembra Paola. A brasileira só descobriu o destino ao desembarcar, depois de uma viagem que não teve detalhes revelados.

O caso levanta questões sobre o processo de deportação dos EUA para países africanos e a falta de informação dada aos deportados. Não há, até o momento, uma previsão oficial sobre o retorno desses brasileiros ao Brasil.

Para famílias que acompanham casos semelhantes, a orientação é buscar informações junto ao consulado brasileiro no país de destino e manter contato com órgãos de assistência a imigrantes. A situação de Paola ilustra a incerteza enfrentada por quem é deportado para locais distantes, sem clareza sobre os próximos passos.

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