Brasileira é a bilionária mais jovem do mundo; veja quem
A catarinense Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a lista anual da Forbes. Herdeira da multinacional WEG, ela tem fortuna avaliada em R$ 6,7 bilhões e superou o alemão Johannes von Baumbach por uma diferença de apenas sete semanas em idade.
Amélie é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos fundadores da WEG, empresa estabelecida em 1961 em Jaraguá do Sul (SC) e reconhecida mundialmente por seus motores elétricos e equipamentos de energia. Ela mantém postura discreta e não ocupa posição executiva na companhia. A riqueza vem da participação acionária em uma das principais empresas da Bolsa brasileira.
Segundo registros societários, Amélie detém diretamente 5,28 milhões de ações da WEG, o equivalente a 0,126% do capital, e 33,33% em duas holdings familiares, a Cladis e a Clica. Somando participações diretas e indiretas, ela controla cerca de 106,7 milhões de ações, ou 2,54% da empresa. Além disso, integra o bloco controlador da WPA Participações, holding que detém mais de 50% da WEG e assegura aos herdeiros o poder decisório estratégico.
Conhecida como "fábrica de bilionários", a WEG mantém o controle concentrado nas famílias fundadoras. O modelo societário fez cinco dos seis brasileiros mais jovens da Forbes pertencerem à família Voigt: Dora Voigt de Assis, 28 anos, com US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, 23 anos, US$ 1,1 bilhão; Pedro Voigt Trejes, 23 anos, US$ 1,1 bilhão; Lívia Voigt de Assis, 21 anos, US$ 1,4 bilhão; e a própria Amélie, com US$ 1,1 bilhão.
Aos 21 anos, Amélie representa a nova geração de uma família que construiu um império industrial no interior de Santa Catarina. Enquanto isso, a WEG segue como exemplo de como o controle familiar pode gerar riqueza duradoura. Para quem acompanha o mercado, a pergunta que fica é: até quando a família Voigt vai dominar a lista dos mais jovens bilionários do Brasil?