Bilionária mais jovem do mundo: Amélie Voigt Trejes, 21 anos
Amélie Voigt Trejes, 21, de Florianópolis, é a bilionária mais jovem do mundo, com fortuna de R$ 5,70 bilhões. A posição vem de sua participação na WEG, maior fabricante de motores elétricos da América Latina.
A Forbes Brasil divulgou a lista dos 255 bilionários brasileiros, e um nome se destaca: Amélie Voigt Trejes. A brasileira de 21 anos, residente em Florianópolis (SC), é a bilionária mais jovem do mundo, com fortuna estimada em R$ 5,70 bilhões. A posição vem de sua participação como uma das maiores acionistas individuais da WEG, maior fabricante de motores elétricos da América Latina.
Amélie é neta de Werner Ricardo Voigt, cofundador da WEG ao lado dos falecidos Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. A empresa, que nasceu em 1961 com a ideia de fabricar motores elétricos, foi fundada pelos três sócios com um investimento de R$ 3.600 cruzeiros. Hoje, a WEG é uma das empresas mais valiosas da B3, com valor de mercado de R$ 210,9 bilhões e receita anual de aproximadamente US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões). No ano passado, a companhia faturou cerca de R$ 40,8 bilhões.
Apesar do porte da empresa, Amélie atua apenas como acionista individual. Ela não ocupa assento no conselho administrativo nem cargo executivo na WEG. Sua fortuna a coloca entre os 4 mil maiores bilionários do mundo, desbancando Johannes Von Baumbach, herdeiro da indústria farmacêutica alemã.
A WEG é conhecida popularmente como "fábrica de bilionários". Além de Amélie, seus irmãos gêmeos e boa parte da família são acionistas majoritários. A lista inclui outros 28 herdeiros bilionários, como Eduardo Voigt Schwartz, primo das irmãs Lívia e Dora Voigt de Assis, e Anne Werninghaus, neta de Geraldo Werninghaus. A empresa possui filiais em 44 países, incluindo Estados Unidos, Argentina e México, e exporta desde 1970 para países como Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia.
Para quem acompanha o mercado, a trajetória da WEG mostra como uma empresa familiar pode gerar riqueza por gerações. A lista da Forbes, porém, reflete patrimônio em ações, não necessariamente dinheiro em conta. A posição de Amélie, portanto, é um retrato do valor da companhia na bolsa, não de um estilo de vida bilionário.