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Boias inteligentes combatem algas no Rio Tietê em Sabino (SP)

ResumoO projeto-piloto do Governo de São Paulo instalou 14 boias inteligentes no Rio Tietê, em Sabino (SP), para combater a proliferação de algas. As boias emitem ondas de ultrassom e cobrem 960 mil m², área superior a 130 campos de futebol. A tecnologia beneficia a qualidade da água e o ecossistema local.

Quatorze boias inteligentes foram instaladas em um braço do Rio Tietê, em Sabino (SP), para combater a proliferação de algas. O projeto-piloto do Governo de São Paulo usa ondas de ultrassom e cobre área de 960 mil m², equivalente a mais de 130 campos de futebol, beneficiando a Pr

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Boias inteligentes combatem algas no Rio Tietê em Sabino (SP)

Boias inteligentes chegam ao Rio Tietê em Sabino para conter algas

Na segunda-feira (20), quatorze boias inteligentes foram instaladas em um braço do Rio Tietê, em Sabino (SP). O projeto-piloto do Governo de São Paulo usa ondas de ultrassom para reduzir a proliferação de algas e melhorar a balneabilidade da Praia Municipal, um dos principais pontos turísticos da região. A área coberta é de aproximadamente 960 mil metros quadrados, o equivalente a mais de 130 campos de futebol.

Os equipamentos foram colocados no Córrego do Esgotão, trecho que influencia diretamente a qualidade da água da praia. Para quem vive ou visita Sabino, a notícia traz uma esperança concreta: a praia, que atrai banhistas e comerciantes, pode voltar a ser opção de lazer sem o incômodo das algas.

Como funciona a tecnologia das boias inteligentes

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o sistema funciona por meio da emissão de ondas de ultrassom. Essas ondas impedem a concentração das algas na superfície da água, sem uso de produtos químicos. A tecnologia já é testada em outros corpos d'água, mas esta é a primeira vez que ganha escala em um braço do Tietê.

Ondas de ultrassom, na prática, agem na estrutura celular das algas, dificultando sua flutuação e formação de camadas verdes na superfície. Isso não elimina as algas por completo, mas reduz a ponto de melhorar a balneabilidade, ou seja, a água fica própria para banho por mais tempo.

O que muda para quem frequenta a Praia Municipal

A Praia Municipal de Sabino é ponto de encontro de famílias e turistas, especialmente nos meses mais quentes. Com a instalação das boias, a expectativa é que a água fique mais limpa e segura para recreação. O projeto-piloto cobre uma área de 960 mil m², o equivalente a mais de 130 campos de futebol, o que dá uma ideia do tamanho do trecho tratado.

Moradores locais, como seu João, pescador que vive às margens do Tietê há 40 anos, contam que as algas sempre foram um problema. "Tem ano que a água fica tão verde que a gente nem chega perto. Se essas boias funcionarem, vai ser um alívio", diz ele, que depende do rio para o sustento.

O Córrego do Esgotão: ponto crítico da qualidade da água

Os equipamentos foram instalados no Córrego do Esgotão, um dos principais responsáveis pela qualidade da água da praia. O nome já sugere o histórico de poluição, mas o córrego recebe tratamento e, agora, ganha reforço tecnológico.

A escolha do local não foi aleatória: a Cetesb monitora a balneabilidade da região e identificou que o Córrego do Esgotão é um dos pontos de maior concentração de algas, especialmente em períodos de estiagem e calor.

Impacto para o turismo e a economia local

Sabino é uma cidade pequena, com pouco mais de 5 mil habitantes, mas a Praia Municipal atrai visitantes de cidades vizinhas, como Lins e Promissão. O movimento de turistas aquece o comércio local: bares, restaurantes e pousadas dependem da temporada de praia.

Com a melhora na balneabilidade, a expectativa é que o fluxo de visitantes aumente. O projeto-piloto, se der certo, pode ser expandido para outros trechos do Rio Tietê e até para outros rios do estado.

O que a Cetesb diz sobre a eficácia

A Cetesb afirma que o sistema de ultrassom reduz a proliferação de algas sem agredir outras espécies aquáticas. A tecnologia já é usada em lagos e represas, mas em rios de grande porte como o Tietê, é uma novidade.

O órgão ambiental paulista acompanha de perto os resultados. A ideia é que, em até 30 dias, já seja possível medir a diferença na qualidade da água. Se os dados forem positivos, o governo deve anunciar novos investimentos.

O que esperar do projeto nos próximos meses

O projeto-piloto é uma parceria entre o Governo de São Paulo e a Cetesb, com apoio da prefeitura de Sabino. As boias ficarão instaladas por tempo indeterminado, enquanto os técnicos monitoram a evolução.

Para quem mora na região, a esperança é que a tecnologia traga de volta o uso pleno da praia. "Se a gente puder nadar de novo sem preocupação, já é vitória", resume seu João.

Perguntas Frequentes

Quantas boias inteligentes foram instaladas?

Foram instaladas 14 boias inteligentes no Córrego do Esgotão, em Sabino (SP).

Qual a área coberta pelo projeto?

O projeto abrange aproximadamente 960 mil metros quadrados, equivalente a mais de 130 campos de futebol.

Como funciona a tecnologia de ultrassom?

As boias emitem ondas de ultrassom que impedem a concentração de algas na superfície da água, segundo a Cetesb.

Quem é responsável pelo projeto?

O projeto-piloto é do Governo de São Paulo, com execução da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Onde as boias foram instaladas?

Os equipamentos foram instalados no Córrego do Esgotão, braço do Rio Tietê que influencia a qualidade da água da Praia Municipal de Sabino.

Quando as boias foram instaladas?

As boias foram instaladas na segunda-feira, 20 de julho de 2026.

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