Atlas/Bloomberg: 45,4% culpam família Bolsonaro por tarifaço
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta que 45,4% dos eleitores culpam a família Bolsonaro pelo tarifaço americano. Governo Lula aparece com 41,5%. Entenda os detalhes.
Atlas/Bloomberg: 45,4% responsabilizam família Bolsonaro por novo tarifaço
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31) aponta que 45,4% dos eleitores responsabilizam a família Bolsonaro como principal culpada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil desde 2025. O governo do presidente Lula (PT) aparece com 41,5% das menções e figura na sequência da amostragem sobre o imbróglio diplomático.
Resposta direta: Segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, 45,4% dos eleitores culpam a família Bolsonaro pelas tarifas dos EUA, enquanto 41,5% responsabilizam o governo Lula. Outros 8,5% veem culpa igual, 2,5% não veem responsabilidade e 2,1% não souberam responder. A margem de erro é de 1 ponto percentual.
O que dizem os números sobre a responsabilidade pelo tarifaço
Os dados mostram ainda que 8,5% consideram que tanto a família Bolsonaro como o governo Lula são igualmente culpados pela retaliação comercial, enquanto 2,5% avaliam que nenhum dos dois possui responsabilidade. Já 2,1% não souberam responder.
Questionados de forma específica sobre a capacidade de influência da família Bolsonaro nas decisões tarifárias de Washington, 32,3% enxergam muita influência nas políticas em relação ao Brasil, ao passo que 31,6% não veem influência alguma. Outros 21,9% apontam alguma influência e 12,5%, pouca. Por fim, 1,8% não soube responder.
Como a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi feita
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.021 pessoas, entre os dias 22 e 27 de julho, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.
O que motivou a nova sobretaxa de 25%
A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A nova sobretaxa de 25% entrou em vigor no último dia 22 e foi adicionada às tarifas já existentes sobre os produtos afetados.
A nova alíquota foi adotada após uma investigação conduzida pelo USTR, iniciada depois que o presidente americano Donald Trump anunciou, em julho de 2025, uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros. A apuração foi realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos e analisou políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e combate ao desmatamento ilegal.
O que os EUA apontam como problema
Segundo o órgão, a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva. O governo americano afirma que as políticas brasileiras criam condições desiguais de concorrência.
Outro argumento utilizado pelos EUA envolve a política ambiental brasileira. Segundo o USTR, o Brasil possui legislação para combater o desmatamento, mas falhou em aplicá-la adequadamente. Esse tema foi incluído entre os fatores que, na avaliação do órgão, contribuem para insegurança jurídica e distorções comerciais.
Quais produtos ficam de fora da nova tarifa
Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.
O que os EUA esperam do Brasil
Os EUA esperam obter acesso aos mesmos regimes preferenciais concedidos pelo Brasil a outros parceiros comerciais e defendem relações comerciais em bases de reciprocidade. Ao mesmo tempo, a autoridade comercial fez um alerta sobre possíveis respostas brasileiras.
A pesquisa foi divulgada com informações de Daniel Rittner, João Nakamura, Gabriel Bosa, Elis Barreto e Danilo Moliterno, da CNN Brasil.
Perguntas Frequentes
A família Bolsonaro foi citada oficialmente como culpada pelo tarifaço?
Não. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mede a percepção dos eleitores, não uma atribuição oficial de culpa. O levantamento mostra que 45,4% dos entrevistados responsabilizam a família Bolsonaro, mas isso é opinião pública.
O governo Lula foi responsabilizado pela pesquisa?
Sim, em parte. O governo Lula aparece com 41,5% das menções como principal responsável pelas tarifas. Outros 8,5% consideram que ambos, família Bolsonaro e governo Lula, são igualmente culpados.
Qual a margem de erro da pesquisa?
A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. Foram entrevistadas 5.021 pessoas entre 22 e 27 de julho.
O que motivou a nova tarifa de 25%?
A medida foi adotada após recomendação do USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A investigação analisou políticas brasileiras de comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento, entre outros pontos.
Quais produtos não serão atingidos pela nova tarifa?
Café e carne bovina estão fora da medida. Também há exceções para produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.