Astrônomo explica eclipse lunar: o que é Lua de Sangue
O astrônomo Emerson Roberto Perez, de São Thomé das Letras (MG), explicou à CNN o eclipse lunar parcial que tingiu a Lua de vermelho na madrugada desta sexta (28). Entenda o fenômeno.
O eclipse lunar parcial que tingiu a Lua de vermelho na madrugada desta sexta-feira (28) foi registrado por astrônomos em todo o país. Um deles, Emerson Roberto Perez, de São Thomé das Letras (MG), explicou o fenômeno em entrevista ao Live CNN.
Segundo Perez, o eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra no espaço. "Os raios solares, ao passar pela atmosfera da Terra, são desviados, são refratados para dentro desse cone de sombra que a Terra projeta", afirmou. Ele completou: "A luz vermelha é a que sofre menos dispersão, então a gente tem esses raios solares que acabam iluminando a superfície da Lua também. Como passa mais o vermelho apenas, ela assume essa coloração avermelhada."
O fenômeno, conhecido popularmente como Lua de Sangue, tem forte peso cultural. "Já teve guerras que foram paralisadas durante eclipses lunares totais, por a Lua estar avermelhada", lembrou o astrônomo.
O evento começou a escurecer a superfície lunar pouco depois das 23h33 de quinta-feira (27), atingiu o máximo por volta de 1h12 e se estendeu até 2h51, totalizando três horas e dezoito minutos. Foi classificado como parcial, com cerca de 93% da Lua encoberta pela sombra da Terra, deixando aproximadamente 7% iluminada.
Perez destacou que eclipses lunares costumam durar mais que os solares. "É normal levar mais de três horas mesmo, desde o início até o final", explicou. Como comparação, ele citou um eclipse solar previsto para o ano que vem, visível do Egito, que deve durar apenas cerca de 6 minutos e 23 segundos em sua fase total, sendo um dos mais longos do século.
Para quem perdeu o espetáculo, o registro de Perez e de outros observadores de São Thomé das Letras, cidade conhecida pela tradição de observação do céu, ajuda a entender o que aconteceu no céu mineiro e brasileiro na madrugada de sexta-feira.