Armas do Brasil na guerra comercial de Trump: ações e OMC
Os EUA anunciaram tarifas de 25% e 12,5% contra o Brasil. O governo brasileiro reagiu com pacote de R$ 18,5 bilhões e recurso à OMC. Entenda as armas do Brasil na guerra comercial de Trump.
As armas do Brasil na guerra comercial de Trump: ações e OMC
Os Estados Unidos anunciaram duas bombas tarifárias contra o Brasil ao longo de julho: a primeira de 25%, resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira; a segunda de 12,5%, aplicada contra o Brasil e outros países que, de acordo com o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. As armas do Brasil na guerra comercial de Trump incluem um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados e o recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
As duas tarifas dos EUA contra o Brasil
A primeira sobretaxa, de 25%, veio após investigação do USTR sobre supostas práticas desleais da economia brasileira. A segunda, de 12,5%, foi aplicada contra o Brasil e outros países que, segundo o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. As medidas foram anunciadas ao longo de julho e geraram reação imediata do governo brasileiro.
Pacote de R$ 18,5 bilhões do governo brasileiro
Na economia interna, o governo brasileiro prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados pelo tarifaço. A medida busca mitigar os impactos das sobretaxas americanas sobre a produção e o emprego no país.
Recurso à OMC e arbitragem internacional
Na esfera internacional, o Brasil levou as sobretaxas para arbitragem da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Itamaraty confirmou que o governo Lula acionou a OMC contra o tarifaço de Trump. A diplomacia vê o recurso como possível gesto 'simbólico' e para 'marcar posição' do Brasil diante dos EUA.
Análise de Monica de Bolle sobre as respostas do Brasil
Neste episódio do podcast O Assunto #1771, Victor Boyadjian entrevista a economista Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA). Ela analisa que respostas o Brasil pode esperar da OMC e explica outros artifícios que podem ser adotados pelo país.
Lei de Reciprocidade e retaliação em setores estratégicos
Monica de Bolle explica que o Brasil pode adotar a Lei de Reciprocidade e até mecanismos legais de retaliação em setores estratégicos para os americanos. A lei permitiria ao Brasil aplicar sobretaxas equivalentes a produtos dos EUA, em resposta às tarifas americanas.
Impactos no comércio global e nas exportações brasileiras
O tarifaço redesenha o mapa das exportações brasileiras. As vendas para a China bateram recorde, segundo o Jornal Nacional. Enquanto isso, os EUA vão prorrogar a sobretaxa aplicada ao Brasil desde julho de 2025, medida que não tem efeito prático, segundo fontes diplomáticas.
Cronologia das tarifas de Trump para o Brasil
As tarifas de Trump para o Brasil seguem uma cronologia que inclui as duas bombas de julho. Veja como ficam as novas tarifas para o Brasil e o que pode vir pela frente nas negociações entre os dois países.
Perguntas Frequentes
O que são as duas tarifas dos EUA contra o Brasil?
Os EUA anunciaram duas tarifas: 25%, por supostas práticas desleais, e 12,5%, por suposta falta de fiscalização de trabalho forçado.
Qual o valor do pacote do governo brasileiro?
O governo prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados.
O Brasil recorreu à OMC?
Sim, o governo Lula acionou a OMC contra o tarifaço de Trump, segundo o Itamaraty.
O que é a Lei de Reciprocidade?
É um mecanismo legal que permite ao Brasil aplicar sobretaxas equivalentes a produtos dos EUA em resposta às tarifas americanas.
Quem é Monica de Bolle?
Monica de Bolle é economista e pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA).
Onde posso ouvir o podcast O Assunto?
O Assunto é produzido pelo g1 e está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube.