CapaCidade
Cidade

Casarão do Registro do Paraibuna busca empresas para restaurar

ResumoCasarão do Registro do Paraibuna, em Simão Pereira, busca empresas para captar R$ 6,5 milhões destinados à restauração do imóvel histórico. O projeto possui aprovação nas leis federal e estadual de incentivo à cultura. A captação de recursos viabilizará obras de recuperação estrutural e preservação do patrimônio arquitetônico.

Aprovado nas leis federal e estadual de incentivo à cultura, o Casarão do Registro do Paraibuna, em Simão Pereira, ainda busca empresas para captar R$ 6,5 milhões e restaurar o imóvel histórico.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Casarão do Registro do Paraibuna busca empresas para restaurar

O Casarão do Registro do Paraibuna, em Simão Pereira, na divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, segue à espera de recursos para ser restaurado. O projeto já foi aprovado nas leis federal e estadual de incentivo à cultura, mas a Prefeitura ainda não conseguiu captar os valores necessários. A estimativa é de R$ 6,5 milhões para recuperar o imóvel histórico, e a expectativa é arrecadar ainda neste ano.

Aprovado na Lei Rouanet e habilitado na legislação estadual, o projeto também aguarda resultado de inscrição no programa Parabéns, Minas, do Governo de Minas. A aprovação permite buscar patrocinadores via renúncia fiscal, mas não garante recursos por si só. Segundo o secretário de Turismo de Simão Pereira, Geraldo Francisco do Nascimento, o município segue em busca de empresas interessadas. "Conseguimos a aprovação na lei. Ainda não conseguimos a captação. Estamos correndo atrás", afirmou.

O projeto está registrado no Pronac sob o número 258840 e prevê restauração completa: pisos, tetos, paredes, cobertura, revestimentos, portas, janelas, divisões internas, área externa, paisagismo, acessibilidade e proteção contra incêndio. Para atrair empresas, foram definidas cotas: ouro de R$ 1,5 milhão, prata de R$ 900 mil e bronze de R$ 500 mil. Como contrapartida, há exposição de marcas em materiais de divulgação, eventos, redes sociais e peças relacionadas à obra.

A iniciativa busca reinserir o imóvel na dinâmica do município, ligando preservação a turismo, educação, economia criativa e geração de empregos. Estão previstos sala multimídia, biblioteca, salas de cursos, auditório e café. "É um investimento sem prejuízo, com dedução fiscal, e que permitirá às empresas entrarem para a história ao salvar da ruína o último representante da fiscalização do quinto do ouro ainda existente no país", diz o secretário.

O casarão é remanescente do período colonial, quando os registros funcionavam como postos fiscais para controlar circulação e cobrar tributos à Coroa. É um raro exemplar ligado à Estrada Real. A estratégia via Rouanet já deu certo em Simão Pereira: a Estação Ferroviária de Souza Aguiar foi restaurada com patrocínio da MRS Logística. Agora, a Prefeitura tenta repetir o caminho. Lei Rouanet como funciona Patrimônio histórico em Minas Gerais

// Leia também

Publicidade