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Após EUA anunciarem novas taxas ao Brasil, governo diz que decisão é 'marco lastimável' nas relações

ResumoO governo brasileiro classificou como 'marco lastimável' a decisão dos Estados Unidos de impor novas taxas sobre produtos brasileiros, especialmente aço e alumínio. A medida norte-americana pode impactar significativamente as exportações brasileiras, setor que movimenta bilhões de dólares anualmente, gerando preocupação nas relações bilaterais entre os dois países.

Após os EUA anunciarem novas taxas sobre produtos brasileiros, o governo classificou a decisão como um 'marco lastimável' nas relações bilaterais. Medida pode afetar exportações de aço e alumínio, setor que responde por bilhões em negócios anuais. Entenda o contexto e as reações.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Após EUA anunciarem novas taxas ao Brasil, governo diz que decisão é 'marco lastimável' nas relações

Após os EUA anunciarem novas taxas ao Brasil, governo diz que decisão é 'marco lastimável' nas relações entre os dois países. A declaração, feita pelo Ministério das Relações Exteriores, veio na tarde de ontem, após a confirmação das tarifas sobre aço e alumínio brasileiros.

O governo brasileiro classificou como 'marco lastimável' a decisão dos Estados Unidos de anunciar novas taxas sobre produtos do Brasil, em especial aço e alumínio. A medida, que deve entrar em vigor em 30 dias, foi criticada por autoridades brasileiras como um retrocesso nas relações bilaterais e pode impactar exportações que somam US$ 5 bilhões anuais.

Entenda a decisão dos EUA e a reação do Brasil

Os Estados Unidos anunciaram novas taxas sobre a importação de aço e alumínio brasileiros. Segundo o Itamaraty, a decisão foi comunicada oficialmente na última segunda-feira, sem consulta prévia ao governo brasileiro. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a medida 'representa um marco lastimável nas relações bilaterais' e que 'o governo brasileiro tomará todas as medidas cabíveis para defender os interesses nacionais'. A declaração foi endossada pelo Ministério da Economia, que avalia os impactos sobre as exportações.

Impactos econômicos das novas tarifas

As exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA somam cerca de US$ 5 bilhões por ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O setor siderúrgico nacional emprega diretamente mais de 120 mil trabalhadores. Com as novas taxas, a expectativa é de redução de até 20% no volume exportado.

O Instituto Aço Brasil estima que as tarifas adicionais podem elevar o custo do produto brasileiro no mercado americano em até 25%, tornando-o menos competitivo frente a concorrentes como México e Coreia do Sul. A medida atinge principalmente usinas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Setores mais afetados

  • Siderurgia: minas de ferro e usinas de aço bruto podem ver queda na demanda.
  • Alumínio: produtores como a Novelis e a Albras devem sentir o impacto.
  • Embalagens e construção civil: setores que usam alumínio importado podem ter custos repassados.

Contexto das relações bilaterais

As relações comerciais entre Brasil e EUA passam por um momento de tensão desde o início do ano, quando Washington já havia sinalizado revisão de acordos. O Brasil buscava uma negociação para manter a isenção de tarifas, conquista do governo anterior.

Segundo analistas do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), a decisão americana reflete uma postura mais protecionista da Casa Branca, que tenta proteger a indústria nacional em ano eleitoral. O Brasil, por sua vez, pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou adotar medidas de retaliação.

Medidas que o Brasil pode tomar

O governo brasileiro estuda três frentes de resposta:

  1. Acionar a OMC: questionar a legalidade das tarifas sob as regras do comércio internacional.
  2. Retaliação comercial: elevar tarifas sobre produtos americanos como soja, milho e carne de frango.
  3. Negociação direta: enviar missão diplomática a Washington para tentar reverter a decisão.

O Ministério da Economia já solicitou estudo de impacto setorial, que deve ser concluído em 15 dias. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) recomenda cautela: 'retaliação deve ser cirúrgica, para não prejudicar outros setores'.

Reações no Congresso e no setor produtivo

Deputados da Frente Parlamentar da Indústria criticaram a decisão americana. O presidente da Câmara afirmou que 'não podemos aceitar medidas unilaterais que prejudiquem o trabalhador brasileiro'. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu 'diálogo imediato'.

Empresários do setor siderúrgico mineiro, que responde por 40% da produção nacional, manifestaram preocupação. A Usiminas, maior produtora de aço de Minas Gerais, divulgou nota afirmando que 'acompanha a situação com atenção'.

Perguntas Frequentes

O que motivou os EUA a impor novas taxas ao Brasil?

Segundo o governo americano, a medida visa proteger a indústria siderúrgica nacional contra 'excesso de capacidade' de produção estrangeira.

Quais produtos brasileiros serão taxados?

Aço e alumínio, incluindo laminados planos, longos e produtos semi-acabados.

O Brasil pode retaliar?

Sim, o governo estuda elevar tarifas sobre produtos americanos como soja, milho e carne de frango.

Quando as novas taxas entram em vigor?

Em 30 dias, a partir da data do anúncio oficial, salvo negociação de última hora.

Como isso afeta o consumidor brasileiro?

Indiretamente, pois setores que usam aço e alumínio podem repassar custos, mas o impacto deve ser limitado.

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