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Enchentes Nepal: reconstrução deve custar até US$ 5 bilhões

O Nepal estima que precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para a reconstrução após a enchente que atingiu áreas de fronteira com a China. A estimativa foi relatada pelo ministro das Finanças, Swarnim Wagle, à Reuters neste sábado (29). "A estimativa inicial é de US$ 4 a US$ 5 bilhões. É apenas uma estimativa", disse Wagle, acrescentando que as perdas e os danos ainda estão sendo avaliados.

O desabamento de uma geleira na quarta-feira (26) provocou uma torrente de rochas, gelo, lama e detritos nos sistemas fluviais do Himalaia, matando mais de 600 pessoas no Nepal e no Tibete e deixando cerca de 3.000 desaparecidos. A enchente arrasou cidades, destruiu pontes e estradas e danificou usinas hidrelétricas.

Wagle não explicou por que espera custo inferior aos US$ 9 bilhões gastos após o terremoto de 2015, que matou quase 9 mil pessoas e destruiu mais de meio milhão de casas. As enchentes, porém, atingem uma economia dependente de remessas, turismo e energia hidrelétrica, danificando projetos que representam mais de 12% da capacidade de geração nacional.

Autoridades do distrito de Chitwan planejam enterrar centenas de corpos não identificados em vala comum em Devghat, cidade de peregrinação hindu. Dos 233 corpos recuperados, apenas quatro foram identificados. Amostras de DNA serão coletadas antes do sepultamento, informou o administrador Ganesh Aryal.

O governo pediu ajuda internacional para identificação e armazenamento dos corpos, após recusar apoio nas buscas. Em Catmandu, familiares tentam identificar parentes por fotografias. A Índia enviou três voos com 60 toneladas de suprimentos; a China pediu cooperação internacional.

O foco agora é o transporte terrestre para levar peregrinos resgatados à capital. As buscas foram suspensas temporariamente devido à chuva e ao nevoeiro.

desastres naturais no Himalaia

A reconstrução deve custar entre R$ 20 e R$ 25 bilhões, segundo o ministro. O processo de sepultamento começou nesta sexta-feira (29), com locais marcados para que famílias localizem os restos mortais no futuro.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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