André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da PF e cita monitoramento
O ministro André Mendonça, do STF, afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após afirmar ter sido monitorado por mais de 30 dias. Decisão desta terça-feira (8) aprofunda crise nas investigações sobre o Banco Master.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão marca mais um capítulo da crise envolvendo a condução das investigações sobre o Banco Master. Na decisão, Mendonça afirma ter sido alvo de monitoramento da própria PF por mais de 30 dias.
O afastamento é preventivo, ou seja, tem caráter cautelar enquanto durar a apuração. Mendonça é relator de processos que tramitam no STF e sua decisão atinge diretamente o comando da PF em um momento sensível para a instituição.
Para quem acompanha os desdobramentos políticos e jurídicos, a medida representa um ponto de inflexão: um ministro da mais alta corte do país afasta o principal autoridade de investigação criminal do país, citando vigilância indevida. A gravidade da acusação, feita por um magistrado, tende a ampliar o debate sobre os limites da atuação policial e a independência entre os poderes.
Ainda não há informações oficiais sobre os próximos passos processuais ou sobre quem assumirá interinamente a direção da PF. O caso segue em análise no STF, e novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias. crise no comando da Polícia Federal investigações do Banco Master no STF