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AMM alerta candidatos ao Governo de Minas sobre renúncias fiscais

ResumoA Associação Mineira de Municípios (AMM) divulgou Carta Aberta aos candidatos ao Governo de Minas Gerais alertando que renúncias fiscais de ICMS e IPVA retiraram cerca de R$ 28,6 bilhões dos cofres municipais. O documento pede compromisso dos candidatos com a recomposição dessas perdas e o equilíbrio fiscal das prefeituras mineiras.

A Associação Mineira de Municípios divulgou Carta Aberta aos candidatos ao Governo de Minas para alertar sobre o impacto das renúncias de ICMS e IPVA nas prefeituras. O documento aponta cerca de R$ 28,6 bilhões que deixaram de chegar aos cofres municipais.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
AMM alerta candidatos ao Governo de Minas sobre renúncias fiscais

A Associação Mineira de Municípios (AMM) divulgou uma Carta Aberta aos candidatos ao Governo de Minas Gerais para chamar a atenção sobre os efeitos das políticas de renúncia fiscal nas contas das prefeituras. O documento aponta que cerca de R$ 28,6 bilhões deixaram de chegar aos cofres municipais mineiros em razão de renúncias de ICMS e IPVA.

A Carta Aberta é dirigida aos postulantes ao governo estadual e tem como foco o impacto das renúncias fiscais sobre a arrecadação dos municípios. O valor de aproximadamente R$ 28,6 bilhões, segundo a entidade, representa recursos que deixaram de ingressar nas administrações municipais.

O alerta da AMM ocorre em um contexto de discussão sobre o equilíbrio fiscal entre estado e municípios. As renúncias de ICMS e IPVA são mecanismos que reduzem a carga tributária sobre determinados setores ou contribuintes, mas afetam diretamente a partilha de receitas com as prefeituras. Em Minas Gerais, onde a economia se mede na lavoura e na mina, o efeito dessas renúncias recai sobre a capacidade de investimento local, que sustenta serviços públicos e a geração de renda nas cidades.

A entidade não detalha na Carta Aberta quais setores ou programas específicos concentram as renúncias, nem apresenta um cronograma de perdas. O documento se limita a apontar o montante global e a chamar a atenção dos candidatos para o tema. A AMM representa os municípios mineiros e, ao tornar público o número, busca inserir a questão fiscal municipal no debate eleitoral estadual.

Para os municípios, a queda de repasses significa menos recursos para custeio e investimento. Em cidades menores, onde a arrecadação própria é limitada, a dependência de transferências estaduais é maior. O efeito prático aparece na manutenção de serviços e na capacidade de contratar e manter pessoal, o que afeta diretamente a renda local.

A discussão sobre renúncias fiscais não é nova em Minas Gerais, mas ganha peso em ano eleitoral. A AMM não indica uma proposta específica de revisão das renúncias, apenas registra a preocupação com o volume de recursos não repassados. O debate deve seguir nos próximos meses, conforme os candidatos ao Governo de Minas se posicionarem sobre o tema e sobre a relação fiscal com os municípios.

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