Aluno de aviação morre após ritual de "banho de óleo" no Paraná: o que se sabe
Um aluno de uma escola de aviação morreu após ser submetido a um ritual conhecido como "banho de óleo" no Paraná. A Polícia Civil investiga o caso. A escola afirma que a prática não fazia parte do currículo. Entenda os detalhes.
Aluno de aviação morre após ritual de "banho de óleo" no Paraná: o que se sabe
Um aluno de uma escola de aviação morreu no Paraná após ser submetido a um ritual conhecido como "banho de óleo". A Polícia Civil investiga o caso. A escola afirma que a prática não fazia parte do currículo. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve apontar a causa da morte.
A prática, segundo relatos de colegas, consistia em derramar óleo quente sobre o corpo do aluno como parte de uma suposta tradição entre os estudantes. A vítima, um jovem de 22 anos, não resistiu às queimaduras e morreu no local.
O que diz a investigação policial
A Polícia Civil do Paraná abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte. O delegado responsável afirmou que "todas as hipóteses estão sendo consideradas", incluindo a possibilidade de homicídio culposo ou doloso. A escola de aviação foi notificada e deverá prestar depoimento.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A polícia aguarda o resultado do laudo pericial para determinar a dinâmica dos fatos. O caso foi registrado como "morte a esclarecer".
A versão da escola de aviação
Em nota, a escola de aviação informou que repudia qualquer tipo de violência e que o ritual não fazia parte do treinamento oficial. A instituição disse que está colaborando com as investigações e que presta assistência à família da vítima.
A escola também afirmou que vai apurar internamente se houve envolvimento de funcionários ou instrutores. Em casos anteriores de trotes ou rituais em instituições de ensino, a responsabilidade legal pode recair sobre a direção se comprovada omissão.
O que é o "banho de óleo" e por que é perigoso
O "banho de óleo" é uma prática não oficial, relatada em algumas escolas de aviação como um suposto rito de passagem. Consiste em aquecer óleo, muitas vezes usado em motores, e despejá-lo sobre o aluno. O óleo quente pode causar queimaduras de terceiro grau, choque térmico e até parada cardíaca.
Especialistas em segurança apontam que a prática não tem qualquer fundamento técnico ou pedagógico. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não prevê rituais como parte da formação de pilotos. A escola pode responder administrativamente se ficar comprovado que permitiu ou incentivou a prática.
Contexto: rituais e trotes em escolas de aviação
Casos de trotes violentos em escolas de aviação não são inéditos no Brasil. Em 2019, um aluno de uma escola em São Paulo sofreu queimaduras após ser submetido a um ritual com álcool. Em 2022, a Justiça condenou uma escola do Rio Grande do Sul a indenizar a família de um aluno que morreu afogado durante um trote.
A legislação brasileira proíbe trotes que coloquem em risco a integridade física ou psicológica dos alunos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê que as instituições de ensino são responsáveis pela segurança dos estudantes durante o período de formação.
Próximos passos da investigação
A polícia deve ouvir nas próximas semanas os colegas que presenciaram o ritual, além de instrutores e funcionários da escola. O laudo do IML é a peça central para determinar a causa da morte e a extensão das lesões.
Se confirmado crime, os envolvidos podem responder por homicídio, lesão corporal seguida de morte ou omissão de socorro. A escola pode ser multada ou ter o funcionamento suspenso pela Anac.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com o aluno de aviação no Paraná?
Ele morreu após participar de um ritual conhecido como "banho de óleo", que consistia em derramar óleo quente sobre o corpo.
A escola de aviação sabia do ritual?
A escola nega que o ritual fizesse parte do treinamento oficial e afirma que vai apurar o ocorrido internamente.
Quem está investigando o caso?
A Polícia Civil do Paraná, por meio de inquérito instaurado para esclarecer as circunstâncias da morte.
O que diz a Anac sobre rituais em escolas de aviação?
A Anac não prevê rituais como parte da formação de pilotos. A prática pode configurar infração administrativa.
A família da vítima pode processar a escola?
Sim, a família pode buscar indenização por danos morais e materiais, além de responsabilização criminal dos envolvidos.