# Aliados de Bolsonaro criticam proibição de visitas por Moraes no STF

> Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu visitas ao ex-mandatário por 30 dias. As manifestações ocorreram em redes sociais nesta sexta-feira (17), com argumentos de que a medida seria arbitrária e sem fundamento legal.

*Portal Notícias MG · Cidade · 18 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nesta sexta-feira (17) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu todas as visitas do ex-mandatário por 30 dias. Saiba quem se manifestou e os argumentos usados.

## Aliados de Bolsonaro criticam proibição de visitas por Moraes no STF

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nesta sexta-feira (17) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu todas as visitas do ex-mandatário por 30 dias. A medida atinge diretamente o direito de Bolsonaro receber familiares, com exceção apenas de médicos, fisioterapeutas e advogados. A proibição gerou uma onda de reações de políticos da base bolsonarista, que apontam tratamento diferenciado em relação a outros presos.

## O que diz a decisão de Moraes sobre as visitas a Bolsonaro

O presidente interino do STF, Alexandre de Moraes, divulgou no início da noite de sexta-feira a decisão que suspende as visitas. Segundo o ministro, o direcionamento da 'Carta aos Brasileiros', assinada de punho pelo ex-presidente e divulgada pelo filho e senador Flávio Bolsonaro (PL), demonstrou finalidade político-eleitoral. 'O texto da Carta aos brasileiros, portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho', escreveu Moraes. Na prática, Bolsonaro mantém a prisão domiciliar, mas fica 30 dias sem receber visitas, inclusive de familiares.

## Reações de Carlos Bolsonaro e Jair Renan

Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, foi um dos primeiros a se manifestar. Em publicação no X (antigo Twitter), escreveu: 'Pelo que tive ciência, alexandre proibiu, em questão de segundos após a PGR, visitas de TODOS os FILHOS ao PAI.' O pré-candidato a deputado federal e quarto filho do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), também criticou a medida. Em postagem, afirmou: 'Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa. Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome.'

## Rogério Marinho e Sóstenes Cavalcante também se manifestaram

O líder do PL no Senado Federal, Rogério Marinho, também foi às redes rechaçar a decisão. Segundo ele, a determinação é 'extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país'. Marinho comparou o tratamento dispensado a Bolsonaro com o de Lula (PT), que ficou preso por 580 dias entre 2018 e 2019: 'O contraste é evidente. Lula, durante o período em que esteve preso, recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político. Hoje, Jair Bolsonaro, maior liderança popular da direita brasileira, é submetido a restrições muito mais severas.' O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, também criticou a medida: 'Suspender as visitas até o final da eleição, mostra o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve! Podem prender, censurar, ninguém consegue deter um SENTIMENTO!'

## O que diz a defesa de Bolsonaro

O advogado do ex-presidente, João Henrique de Freitas, afirmou que é 'difícil não notar o alcance crescente dessas restrições'. Em postagem, ele detalhou que Moraes suspendeu visitas a Bolsonaro por 30 dias, manteve a suspensão de 90 dias para o senador Flávio Bolsonaro e proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026, além da divulgação de manifestos político-eleitorais.

## Perguntas Frequentes

### Por que as visitas a Bolsonaro foram suspensas?

O ministro Alexandre de Moraes entendeu que a divulgação da 'Carta aos Brasileiros' pelo filho Flávio Bolsonaro configurou propaganda eleitoral antecipada e violação das restrições da prisão domiciliar.

### Quanto tempo dura a suspensão das visitas?

A suspensão é de 30 dias para Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro já tinha a visita suspensa por 90 dias.

### Quem pode visitar Bolsonaro durante a suspensão?

Apenas médicos, fisioterapeutas e advogados estão autorizados a visitar o ex-presidente no período.

### O que os aliados de Bolsonaro criticam na decisão?

Eles apontam tratamento desigual em relação a outros presos, como o ex-presidente Lula, que recebeu visitas durante a prisão, e classificam a medida como 'extravagante' e 'sem precedentes'.

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