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Alcolumbre: 109 pedidos de impeachment do STF não é normal

ResumoDavi Alcolumbre (União-AP) classificou como anormal a existência de 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado. A declaração do presidente da Casa ocorreu após relatório da Polícia Federal revelar conversas que citam Alexandre de Moraes. Alcolumbre destacou que o volume de solicitações não reflete a normalidade institucional esperada.

Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que não é normal haver 109 pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado. Declaração ocorreu após relatório da PF revelar conversas citando Alexandre de Moraes.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 02 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Alcolumbre: 109 pedidos de impeachment do STF não é normal

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que não é normal haver 109 pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhados ao Senado. A fala ocorreu na noite de terça-feira (01), quando ele deixava o Congresso Nacional, mesmo dia em que um relatório da Polícia Federal (PF) revelou conversas de Daniel Vorcaro com uma pessoa que o ex-banqueiro mencionava ser Alexandre de Moraes.

"A minha percepção é que tem 109 pedidos e isso não é normal, 109 solicitações no Congresso dos dez ministros do Supremo de pedido de impeachment", afirmou Alcolumbre. O senador não comentou a situação específica de Alexandre de Moraes: "Eu não achei nada, não devo achar nada."

O número de pedidos, 109, é raro na série histórica do Senado. Para efeito de comparação, desde a redemocratização, poucos presidentes enfrentaram tamanha quantidade de solicitações de afastamento. A declaração de Alcolumbre, ao reconhecer a anormalidade, sinaliza que o tema ganhou peso institucional.

A revelação da PF sobre as conversas de Daniel Vorcaro adiciona camada ao contexto. O relatório, divulgado no mesmo dia, trouxe à tona diálogos que ligam o ex-banqueiro a menções a Alexandre de Moraes. A coincidência temporal entre o relatório e a declaração de Alcolumbre não passou despercebida.

Para o cidadão comum, o que importa é o efeito prático: o Senado, que recebe os pedidos, terá de decidir se eles tramitam ou são arquivados. A fala de Alcolumbre, ao mesmo tempo que reconhece a anormalidade, não indica qual será o encaminhamento. A pressão sobre a Corte, contudo, tende a crescer.

A postura de Alcolumbre, de não comentar o caso de Moraes, mantém o Senado em posição de cautela. A análise fria dos números sugere que, sem uma definição clara, o tema deve permanecer no radar político nas próximas semanas.

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