CapaCidade
Cidade

Aécio Neves quer pressionar negociação do Propag no Senado

ResumoAécio Neves, senador e pré-candidato à reeleição, defendeu a criação de uma "Bancada da Resistência" no Senado para pressionar a negociação do Propag, programa de renegociação de dívidas estaduais. A proposta visa ampliar o poder de barganha dos estados no Congresso, buscando condições mais favoráveis para o refinanciamento dos débitos. A iniciativa foi anunciada durante a formalização da candidatura de Neves ao Senado.

Aécio Neves anunciou candidatura ao Senado e defendeu a criação de uma 'Bancada da Resistência' para pressionar a negociação do Propag. Entenda a proposta.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 28 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Aécio Neves quer pressionar negociação do Propag no Senado

O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou nesta sexta-feira (28/8) sua candidatura ao Senado Federal e afirmou que pretende criar uma "Bancada da Resistência" na Casa, reunindo representantes de estados com dívidas com a União, para pressionar uma mudança no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

A declaração ocorreu durante o anúncio da candidatura ao Legislativo federal. Aécio argumentou que, nos moldes atuais, em que Minas paga uma mensalidade de R$ 100 milhões, chegará um momento em que será "impossível de o Estado pagar". Para ele, o Senado "nunca foi tão vital e imprescindível" à administração mineira como agora.

"Vou criar assim a bancada, no Senado, dos estados devedores para pressionarmos o governo federal para uma negociação mais realista e que respeite a necessidade de Minas continuar investindo na saúde, na educação, na segurança pública", disse. À imprensa, Aécio também afirmou que, sem uma "articulação sólida e forte no Congresso Nacional", o debate começa "inferiorizados".

Aécio será o único candidato da Federação PSDB-Cidadania às duas cadeiras disputadas pelos partidos mineiros no Senado. Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB) saíram da disputa. A legislação permite substituição até 20 dias antes do pleito; neste ano, o prazo final é 14 de setembro.

No início do mês, ele havia declarado que não disputaria cargo nas eleições deste ano. A mudança ocorreu depois que a federação PSDB-Cidadania e o PDT publicaram nota defendendo sua entrada na disputa. Na sede do PSDB, Aécio disse que a decisão foi "muito refletida" e que volta "por responsabilidade para com Minas Gerais".

O candidato afirmou ainda que pretende articular na Casa alinhado ao Centro, "sem extremismos", e que não será candidato de A ou de B, mas senador "para qualquer que seja o próximo presidente da República".

// Leia também

Publicidade