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Acusado de matar namorada em motel vira réu por feminicídio

ResumoDouglas Luiz Pereira tornou-se réu por feminicídio após a Justiça de Minas Gerais aceitar denúncia pelo estrangulamento da namorada em motel no Centro de Belo Horizonte. O processo judicial segue contra o acusado, que responde pelo crime tipificado como feminicídio.

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra Douglas Luiz Pereira, acusado de estrangular a namorada em um motel no Centro de Belo Horizonte. Ele responde por feminicídio.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Acusado de matar namorada em motel vira réu por feminicídio

O homem acusado de matar a namorada em um motel no Centro de Belo Horizonte virou réu por feminicídio. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri - 1º Sumariante da Comarca da Capital, aceitou a denúncia contra Douglas Luiz Pereira e manteve a prisão preventiva dele. O crime foi registrado em 16/8/2026.

Douglas Luiz Pereira responde por feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, por motivo fútil, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), narra que o réu e a vítima estavam em um quarto de motel no Centro de BH quando começaram a discutir devido a mensagens e ligações feitas pela vítima para outra pessoa.

Durante a discussão, Douglas teria passado a estrangular a vítima, que gritou por socorro. Os gritos foram ouvidos por um hóspede do estabelecimento, que avisou a recepção. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada e, ao entrar no quarto, encontrou a mulher caída e o homem deitado ao lado dela. A morte foi confirmada por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O caso, que chegou à Justiça em setembro, agora segue para o Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. A decisão da juíza reforça o rito previsto para feminicídio, que exige análise de qualificadoras como motivo fútil e meio cruel.

Para moradores de Belo Horizonte, o desdobramento judicial traz um alerta sobre a gravidade da violência doméstica, que muitas vezes começa com ciúmes e discussões e termina em tragédia. A manutenção da prisão preventiva indica que o Judiciário considera o risco à ordem pública e à segurança da vítima, ainda que ela já não esteja mais presente.

O caso também levanta a discussão sobre a responsabilidade de estabelecimentos como motéis em situações de flagrante de violência. No episódio, a ação rápida de um hóspede foi crucial para acionar a polícia, mas não impediu o desfecho fatal.

A próxima etapa será a instrução processual, com a coleta de provas e depoimentos, antes da decisão do júri popular. Acompanhamento de casos como este pode ajudar a sociedade a cobrar políticas públicas mais eficazes de prevenção ao feminicídio.

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