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Acordo PSDB-PDT coloca Galassi e Heringer como suplentes de Aécio

ResumoO acordo PSDB-PDT em Minas Gerais definiu Gustavo Galassi e Marcelo Heringer como suplentes de Aécio Neves na chapa ao Senado. A composição coloca Aécio como candidato titular, disputando a vaga contra Alexandre Kalil. A aliança formaliza a estratégia partidária para o pleito, com os dois suplentes integrando a coligação.

PSDB e PDT fecharam acordo para a chapa ao Senado em Minas: Gustavo Galassi e Marcelo Heringer serão suplentes de Aécio Neves, que disputa vaga na Casa Alta com Alexandre Kalil.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Acordo PSDB-PDT coloca Galassi e Heringer como suplentes de Aécio

O acordo entre PSDB e PDT para a disputa ao Senado Federal em Minas Gerais prevê que Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) ocupem as duas suplências de Aécio Neves (PSDB) na chapa de Alexandre Kalil (PDT), que concorre ao Palácio Tiradentes. Os dois nomes disputavam o posto na Casa Alta do Congresso Nacional, mas renunciaram às candidaturas para abrir espaço para o tucano na disputa.

A composição, porém, não previa inicialmente a presença dos dois nomes. O entendimento entre os partidos era de que a primeira suplência seria ocupada por uma mulher indicada pelo PSDB, enquanto Heringer ficaria com a segunda vaga. O próprio presidente do PDT em Minas, deputado federal Mário Heringer, havia confirmado a O TEMPO que esse era o acordo original entre as legendas.

A mudança passou a ser discutida a partir da avaliação sobre a capacidade de mobilização eleitoral de Galassi e Heringer em suas regiões de origem. Galassi tem trajetória ligada ao setor rural e ao Triângulo Mineiro, além de integrar uma família com atuação política em Uberlândia. Heringer, por sua vez, agrega a base política da Zona da Mata.

A configuração agrada os aliados do ex-governador de Minas, especialmente porque somado com as bases de Kalil e do próprio Aécio, pode garantir vantagem para a chapa majoritária entre tucanos e pedetistas. O ex-governador de Minas tem uma de suas principais bases no Campo das Vertentes, especialmente em São João del-Rei, onde nasceu, além de uma trajetória política que inclui atuação em diferentes regiões do Estado, como o Norte de Minas.

Alexandre Kalil, por sua vez, é considerado forte na Região Metropolitana, impulsionado pelo posto de ex-prefeito de Belo Horizonte. Já o vice, Carlos Mosconi (PSDB), tem boa penetração no Sul de Minas e em Montes Claros.

O gesto dos candidatos de renunciarem à disputa pelas vagas na Casa Alta em prol do nome de Aécio também foi considerado na definição da composição.

Apesar do acerto político estar encaminhado, aliados de Aécio temem a demora na validação da candidatura do tucano junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Para ele colocar sua campanha nas ruas, é preciso que a renúncia de Galassi seja homologada no Tribunal. Até a publicação desta matéria, ainda não saiu a decisão judicial que oficializa a saída de Galassi da disputa. A última atualização no processo foi uma petição da Federação PSDB-Cidadania e a Coligação "Cuidar de Minas" manifestando ciência da decisão de renúncia do candidato ao posto de senador.

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